COVID-19: Petrobrás não prioriza petroleiros, mas doa 600 mil testes

A Petrobrás anunciou na noite da segunda (23) que vai doar 600 mil testes “padrão ouro” para diagnóstico do coronavírus ao SUS. Dois terços, 400 mil testes, serão entregues ao Ministério da Saúde, e o restante, 200 mil, à Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro com a justificativa de que é aonde fica a sede da empresa. Esses testes vão ser importados dos Estados Unidos e devem chegar em abril. Curiosamente, quem classifica os testes como “ouro” é o próprio Centro de Prevenção e Controle de Doenças dos Estados Unidos. No comunicado à Imprensa, a Petrobrás não informou o valor de cada teste. Por outro lado, todos sabemos que a Fiocruz precisa de todo apoio nessa hora e está trabalhando dia e noite para a criação dos testes desde o dia 03 de março, que estão sendo enviados para todas as partes do País. Sabemos também que o Laboratório é referência nacional em vírus respiratórios junto ao Ministério da Saúde e que já realizou a capacitação de especialistas dos Institutos Adolfo Lutz, em São Paulo, e Evandro Chagas, no Pará, além de técnicos do Laboratório Central de Saúde Pública de Goiás e de nove países da América Latina, a partir de solicitação da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). Atualmente, segundo informações oficiais da Fiocruz, na rede pública nacional, somente estes laboratórios, além da Fiocruz, realizam os testes específicos para o novo coronavírus.

E os petroleiros?

Há de se questionar, no entanto, que a Petrobrás resolva importar testes dos EUA, quando na empresa nega o uso dos testes nas equipes de contingência que continuam trabalhando em diversas unidades, tais como plataformas, navios, refinarias, terminais.

Trabalhadores são essenciais

Todos os trabalhadores de “serviços essenciais”, visto que são fundamentais para evitar o desabastecimento à população, incluindo os petroleiros, não estão tendo a devida atenção nesse momento. O Sindipetro-RJ defende que testes rápidos sejam realizados de forma ampla, com prioridade para suspeitos e trabalhadores de serviços essenciais e exige que a Petrobrás se preocupe em amenizar a circulação do COVID-19 e a consequente infecção de novos indivíduos por essa doença.

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