Diretores do Sindicato explicaram a inserção da entidade nas lutas do movimento sindical brasileiro, enquanto pesquisadores partilharam a realidade da prática sindical no Chile
Na quinta-feira (23/07), o Sindipetro-RJ recebeu Recaredo Gálvez e Gonzalo Durán, do Instituto de Pesquisa Fundação Sol de Chile. Gálvez, doutorando na Escola de Serviço Social da UFRJ, investiga o movimento sindical brasileiro e partilhou as suas impressões após entrevistar os dirigentes da entidade.
“Este intercâmbio é fundamental para conhecermos a experiência do Brasil. O país possui um sindicalismo robusto se comparado ao Chile, onde o modelo ainda sofre com resquícios da ditadura de Pinochet e apresenta uma estrutura bastante fragilizada”, afirmou o pesquisador.
Gálvez destacou que o objetivo do estudo é levar a experiência brasileira para os sindicatos chilenos, fortalecendo a ação sindical no seu país de origem. Segundo ele, a trajetória dos petroleiros brasileiros representa um exemplo vigoroso para o movimento internacional.
Contra a exploração do capital: uma luta comum aos trabalhadores
Ao analisar a exploração no sistema capitalista, Gálvez apontou semelhanças entre as lutas dos dois países. Para o pesquisador, em qualquer lugar do mundo, os trabalhadores são afastados da posse do que produzem, enquanto o capitalista acumula a riqueza gerada através do controle dos meios de produção.
“A luta para melhorar a vida e as condições de trabalho une a classe trabalhadora globalmente. Trata-se de uma construção social solidária que deve ser sempre pautada pela unidade”, analisou.
Eduardo Henrique, diretor do Sindipetro-RJ e da FNP, além de secretário-geral adjunto da Federação Internacional dos Trabalhadores do Setor Energético (Fitelyc), reforçou a relevância desse diálogo.
Durante o encontro, foram discutidos temas como a greve de 2025 e a recente filiação do sindicato à CSP-Conlutas. Eduardo também apresentou o contexto histórico do sindicalismo no Brasil e o trabalho da Fitelyc junto aos petroleiros chilenos.
“Foi uma troca valiosa e agradecemos o contacto estabelecido pelos pesquisadores”, concluiu o diretor.