Toda unanimidade é burra e se for no Senado Federal é crime de lesa-pátria

Foi aprovada a farra da distribuição de recursos oriundos do já programado (nov/2019) leilão de áreas do Pré-Sal, o chamado Excedente da Cessão Onerosa, que foi tomado da Petrobrás e do povo brasileiro

Unanimidade criminosa 

Na primeira votação no Senado, foram 74 votos favoráveis, nenhum contra e nenhuma abstenção. Já no segundo turno a aprovação foi por 69 votos favoráveis e uma abstenção. Assim, Bolsonaro aprofunda a política de entrega do petróleo que vem desde a quebra do monopólio em 1997. Pior, o governo além de seguir a política de aceleração dos leilões do Pré-Sal, da qual Temer, Moreira Franco e o mais novo presidiário da lava-jato, Edison Lobão, foram representantes, marca data para a entrega das áreas excedentes da Cessão Onerosa, cuja exploração e operação havia sido contratada diretamente à estatal no governo Dilma, em 2014, pelo regime de partilha. Isso porque a Petrobrás já pagou R$ 74,5 Bi pelos respectivos direitos de exploração e produção de até 5 bilhões de barris de óleo equivalente (boe) nas áreas da Cessão Onerosa, mas ocorre que foi descoberto um excedente para além deste volume (entre 9,8 a 15,2 bilhões a mais de boe).

Como foi possível?

Conforme o Sindipetro-RJ, FNP e a AEPET vinham denunciando, Temer e agora Bolsonaro, empreenderam todo tipo de negociata para encerrar uma disputa entre a União e a Petrobrás, em função da flutuação dos preços do petróleo desde 2013.

A “equipe econômica” espera usar o dinheiro do bônus de assinatura que as empresas pagarão à União (mais de R$ 106 bilhões) por ocasião do leilão de lesa-pátria para acertar as contas com a Petrobrás e também para “abater o déficit primário”.

Depois dessa, pode -se explodir o Senado e denunciar cada partido de direita e, pretensamente , de esquerda que por lá tem assento e se combinaram em lesar esse patrimônio estratégico que são as reservas do Pré-Sal.

O projeto volta à votação na Câmara para selar o concurso destes e dos governadores na concretização deste crime de lesa-pátria.

 

Versão do impresso Boletim CXVI

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