Sindipetro-RJ cobra respostas em visita à LOEP

Gestão atual na Petrobrás, que tem missão de aumentar cada vez mais os lucros para entregar dividendos extraordinários aos acionistas, não resolve questões que impactam diretamente as condições de trabalho dos empregados

Na quarta (08), o Sindipetro-RJ participou de visita agendada pela Petrobrás para que os sindicatos filiados à FNP e FUP com base em Offshore fossem conhecer a Logística de Operações de E&P (LOEP) no CENPES e as modernizações do Aeroporto de Jacarepaguá inauguradas este ano pela PAX, que é do Grupo XP. Vale lembrar que o Aeroporto foi privatizado, em 2022, em leilão no governo Bolsonaro.

Segundo dados divulgados na visita, a Petrobrás detém 30% das operações Offshore no mundo, realizando 300 voos por dia, e possui regras até mais rígidas do que as da própria Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC).

Caos aéreo nunca mais?

Parte da equipe responsável por comandar essa operação gigante recebeu os sindicalistas e fez uma apresentação detalhada de toda a estrutura atual, sinalizando que a Empresa está implantando melhorias para a segurança e o conforto dos trabalhadores numa tarefa contínua de aprimoramentos. Recentemente, a Empresa fechou, por exemplo, parceria com a Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) para a realização de uma pesquisa feita pelos estudantes através de um corpo a corpo no embarque/desembarque.

Durante a visita, não poderiam deixar de ser lembradas as situações críticas de caos aéreo enfrentadas pelos trabalhadores do Offshore em 2023 e 2025, quando ocorreram atrasos e cancelamentos de voos por indisponibilidade de aeronave, acarretando prejuízos financeiros incalculáveis aos passageiros que tiveram que comprar novas passagens aéreas em cima da hora.

Luta é permanente

É preciso apontar que muito do que se tem hoje em termos de segurança dentro da Estatal se deve às fortes mobilizações da categoria petroleira por milhares de reivindicações elencadas durante as negociações dos Acordos Coletivos de Trabalho (ACT).

No Sindipetro-RJ, nenhuma denúncia passa sem que haja apuração, cobrança da Estatal e organização da luta para conquistas. Tanto que durante a visita, o Sindicato teve intensa participação, levantando diversas questões.

Entre os principais problemas apontados pelo Sindipetro-RJ está a adoção de jornadas de até 13 horas (12 horas de trabalho e 1 hora destinada ao “almoço”), sem controle adequado da jornada, no limite do interstício mínimo de descanso e sem registro de ponto, situação que preocupa pelos riscos à saúde, à segurança e ao cumprimento da legislação trabalhista.

Outro ponto criticado pelo Sindicato é a composição do Núcleo de Excelência Operacional (NEO). Inaugurado em outubro de 2024, o NEO é focado em segurança e competência com monitoramento de 750 câmeras espalhadas entre espaços aéreos, marítimos e terrestres, mas conta exclusivamente com trabalhadores terceirizados.

Veja o vídeo e compartilhe:

O Sindipetro-RJ continuará acompanhando a situação e cobrando providências da Petrobrás para garantir condições de trabalho seguras, respeito aos direitos dos trabalhadores e valorização do efetivo próprio.

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