Gerência Executiva da Petrobrás foi criada apenas para vender ativos à moda Temer e Parente

No último dia 21 de dezembro, Pedro Parente apresentou o Plano de Negócios e Gestão 2018-2020 aos funcionários. Em algum momento, “Pedro” queria responder a uma pergunta e procurou Anelise Quintao Lara, Gerente Executiva da área de Aquisições e Desinvestimentos (A&D) e, em tom jocoso, ao não achá-la, disse que “ela deve ter ido vender alguma coisa”. Esta anedota demonstra de forma inequívoca que a gerência de Aquisições e Desinvestimentos deveria perder o “A” e ficar só com o “D”, que na verdade é de desmonte.

O Sindipetro -RJ resolveu coletar os dados dessa gerência de A&D.

Esta gerência foi criada quase totalmente com cargos de confiança muito bem pagos para assinar e avalizar todo tipo de venda sem considerar o interesse da companhia, nem da população, somente daqueles que os valorizam com Gerências sem sequer uma equipe para gerenciar. Recebemos notícia de que determinados petroleiros, com conhecimento técnico sobre os ativos à venda, se recusaram a assinar e contribuir com vendas que consideraram estapafúrdias e com relatórios “estranhos”. Não é à toa que essa gerência foi criada exclusivamente para este fim. Não nos parece algo “conforme” nem “compliance”.

Um dos exemplos da política de desmonte foi a inexplicável venda da Nova Transportadora do Sudeste, que, em três meses, gerou gastos para a Petrobrás, em aluguel de dutos, de um sexto do valor recebido pela venda. Assim como a venda de parte do campo de Roncador para a Statoil e a venda de fatias nos campos Iara e Lapa do pré-sal em “alegado acordo de parceria com a francesa Total” por US$ 2,2 bilhões com prejuízo de cerca US$ 25 bilhões (R$ 81 bilhões) à Petrobrás (Fonte: Aepet). Potanto, os prejuízos são imensos. Quem não se lembra da conversinha do “Pedro” de que só iria vender o que não é estratégico? Cabe aos trabalhadores exercerem seu direito de recusa e não contribuírem de forma alguma com esse desmonte promovido pela Gestão Parente e avalizado por mais “caciques” do que “índios”.

É tempo de resistir.

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