Nota de Solidariedade – Denunciar o genocídio palestino não é crime!

Vimos a público manifestar nossa irrestrita solidariedade ao companheiro Zé Maria, presidente nacional do PSTU, diante da absurda condenação a dois anos de prisão proferida na terça (28/04) pela 4ª Vara Criminal Federal de São Paulo. Trata-se de um grave ataque à liberdade de expressão e uma tentativa inaceitável de criminalizar o apoio à luta do povo palestino.

O processo, movido por entidades como a Confederação Israelita do Brasil (Conib) e a Federação Israelita do Estado de São Paulo (Fisesp), baseia-se na falsa e perigosa premissa de equiparar o antissionismo ao antissemitismo. Como já expressamos na Nota de Solidariedade à cineasta e ativista, Rawa Alsagheer, liderança baseada no Brasil da Rede Internacional Samidoun de Solidariedade aos Prisioneiros Palestinos, o sionismo não representa o povo judeu, mas sim um projeto político e colonialista de extrema direita. Criticar o Estado de Israel e defender o fim de um regime de segregação – assim como o mundo fez contra o Apartheid na África do Sul – é um dever de todos que defendem os direitos humanos, e não um ato de racismo.

Essa condenação judicial ocorre em um momento em que o mundo assiste, perplexo, ao avanço de um genocídio na Faixa de Gaza e aos recentes bombardeios no Líbano, que inclusive vitimaram uma família brasileira. Diante do desgaste internacional do Estado de Israel, tenta-se impor uma mordaça através do assédio judicial contra ativistas, jornalistas e lideranças políticas que ousam denunciar o morticínio de civis, a maioria mulheres e crianças.

Não aceitaremos que a Justiça brasileira seja utilizada como instrumento de perseguição política para calar aqueles que se levantam contra a barbárie. Exigimos a imediata anulação dessa sentença em instâncias superiores e o fim da criminalização dos defensores da causa palestina.

Toda solidariedade a Zé Maria! Denunciar o genocídio não é crime!

A solidariedade exige ações: estamos com a Flotilha Global Sumud e pela campanha contra o envio de petróleo brasileiro para Israel

O Sindipetro RJ orgulhosamente tem sido parte das campanhas de solidariedade com a causa palestina. Ano passado lançamos e distribuímos a cartilha da campanha “Nenhuma gota de petróleo para Israel”, que conscientiza e mobiliza a categoria petroleira em defesa de um embargo energético contra a máquina de guerra sionista. E, nesse momento, temos a participação do diretor do Sindipetro-RJ e da FNP, Leandro Lanfredi, na Flotilha da Liberdade, que busca romper o bloqueio genocida imposto a Gaza.

A Palestina é tratada pelo imperialismo e pelo sionismo como um laboratório para o mundo que eles querem; com genocídio, limpeza étnica, laboratório de uso de armas, absoluta vigilância tecnológica e destruição ambiental. A resistência a esse projeto precisa vir de nós, que desejamos uma outra saída para os povos e o planeta.

Palestina livre, do rio ao mar!

 

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