Surto de COVID-19 na P-74 se agrava , situação na P-75 também é preocupante

Possível surto de COVID também na P-75 e situação da P-74 se agrava. Sindipetro-RJ cobra medidas drásticas e urgentes

Situação na P-75

Segundo informes recebidos da P-75, também na semana primeira de fevereiro, já haviam desembarcado três trabalhadores com suspeita de contaminação por COVID, com um deles tendo testado positivo. Na segunda-feira (08/02) desembarcaram cinco trabalhadores, sendo que um deles foi encaminhado ao hospital com sintomas compatíveis com a COVID-19, e posteriormente testado positivo. Também na terça (09/02) desembarcaram mais três trabalhadores. Já na quarta-feira (10/02), desembarcaram mais sete pessoas da plataforma com suspeita. No total já são 18 pessoas desembarcadas desde a semana passada.

O fato é que apesar de ainda não estar confirmado que há um surto, existem indicações nesse sentido. É necessário que se adotem políticas preventivas urgentes nesta plataforma, como a desinfecção e a testagem de todo o pessoal a bordo.

O surto de COVID na P-74

Confirme foi publicado no site do Sindipetro-RJ , na primeira semana de fevereiro, quatro petroleiros da manutenção foram desembarcados após um deles apresentar sintomas da COVID-19. Desses quatro trabalhadores, 3 testaram positivo. Dias depois, um supervisor de manutenção também apresentou sintomas e desembarcou junto com os outros três ocupantes do mesmo camarote, totalizando oito desembarques.

Ainda na segunda (08/02), o supervisor de produção apresentou também os sintomas de contaminação, foi isolado e desembarcou junto com os outros dois trabalhadores do mesmo camarote.

Há, portanto, evidências de que ocorre um surto de COVID-19 na P-74, colocando em risco toda a tripulação a bordo da plataforma. Os trabalhadores se mostram apreensivos, pois desembarcarão nesta e na próxima semana, temendo levar o vírus para suas famílias.

Uma informação adicional: a P-74 está na iminência de receber a UMS (flotel). Isso vai aumentar o fluxo em cerca de 200 pessoas a bordo, o que aumenta a possibilidade de contágio e disseminação da doença num ambiente que é restrito.

O Sindipetro-RJ encaminhou Carta ofício nº 29 à empresa demandando o embarque de uma equipe de saúde, para testar todos a bordo de modo a avaliar o quadro geral, e de uma equipe para fazer uma desinfecção da plataforma.

Quadro se agrava

Nesta quinta-feira (11/02), o supervisor de produção da P-74 também testou positivo. O Sindipetro-RJ foi informado pelos trabalhadores que a equipe de testagem chegou à unidade e que foram cortados os voos de hoje. Os trabalhadores que desembarcaram no terça (09/02) fizeram o teste na quarta-feira (10/02), sendo registrados dois resultados positivos e um negativo. O trabalhador com teste negativo ser retestado após 72 horas para confirmação. Os três seguem confinados em hotel.

Temos informes confiáveis de que já houve testagem positiva a bordo pela equipe que embarcou. Nenhuma dessas informações nos foram passadas por qualquer representante da empresa. Nem sequer nos responderam o ofício que enviamos.

A questão é que essas informações evidenciam que existe surto, possivelmente sem controle, na plataforma. A saúde e a segurança dos trabalhadores e de suas famílias deve ser a prioridade.

O Sindicato cobra acesso ao resultado das testagens da P-74, mas considera que deve haver imediatamente, além da testagem de todos e a desinfecção da plataforma, a redução drástica do pessoal à bordo ao nível mínimo necessário e o adiamento de qualquer serviço da UMS Maracanã até que a situação sanitária volte à normalidade.

Problemas na testagem antes da hospedagem

Também chegou a informação de que houve a mudança no método de testagem na chegada dos trabalhadores ao hotel, nos últimos pré-embarques. Devido a uma questão contratual (término/renovação) teria ocorrido interrupção do RT-PCR (padrão ouro) e passou a ser aplicado o teste tipo “antígeno” que não tem a mesma taxa de acerto.

Sindipetro-RJ cobra da empresa medidas efetivas

Ainda na Carta ofício nº 29/021, o Sindicato cobrou da empresa medidas efetivas em relação ao surto de COVID-19 na P-74. Demandamos que subisse uma equipe a bordo para testar todos os trabalhadores e a desinfecção geral da plataforma. Com a evolução do quadro nas P-74 e P-75, enviamos nesta quinta a Carta ofício nº 30/021, com uma série de demandas. Além disso, o Sindipetro-RJ avalia também a possibilidade de medidas judiciais para garantir a saúde dos trabalhadores e de suas famílias.

Demandas cobradas à empresa diante da grave situação:

• O cumprimento de todas as solicitações presentes na carta 29/2021;

• A redução do POB ao mínimo necessário, nas plataformas P-74 e P-75, para garantir a segurança e a navegabilidade;

• A postergação de qualquer serviço da UMS na P-74 até que condições sanitárias seguras sejam restabelecidas;

• Que se proceda a desinfecção completa das plataformas P-74 e P-75;

• Que a empresa teste todos os trabalhadores a bordo (no padrão diz que ela não testa quem já teve RT PCR positivo) das duas plataformas;

• Que se estabeleça canal de comunicação transparente e tempestivo sobre a situação de bordo das unidades, bem como dos procedimentos/protocolos adotados para gerenciar a crise sanitária em uma métrica acordada com o Sindicato;

• Que sejam realizados testes também no desembarque;

• Que se volte a fazer o teste RT-PCR antes da hospedagem, ao invés do teste com antígenos;

• Que seja dado acesso ao resultado das testagens das duas plataformas;

• Solicitar negociação imediata e urgente sobre as duas situações para que a saúde e a segurança dos trabalhadores e de suas famílias sejam as prioridades das ações da empresa.

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