Pelo fim do genocídio, movimentos chamam mobilizações de 7 a 10 de agosto contra o apartheid de Israel e em defesa da Palestina

Há 40 anos, em 9 de agosto de 1985, o Brasil editou o Decreto 91.524, que estabeleceu restrições às relações econômicas, culturais e esportivas com a África do Sul do apartheid, incluindo o embargo de petróleo e armas. Sob pressão da luta de classes, este decreto representou o posicionamento do Estado brasileiro contra um regime racista que por décadas cometeu crimes contra a humanidade. A derrubada do odioso regime de apartheid da África do Sul só foi possível através de uma combinação de fatores, tendo a luta dos trabalhadores da África do Sul e do mundo todo no centro.

Agora, diante do genocídio contra o povo palestino e  o apartheid imposto por Israel , O movimento Boicote, Desinvestimentos e Sanções, BDS Brasil, convoca a todos para uma mobilização nacional de 7 a 10 de agosto. É nosso dever se somar às lutas e fortalecer esse movimento para que esse genocídio televisionado cesse.
O calendário divulgado pelo BDS Brasil é uma iniciativa de diversos movimentos sociais, além do próprio BDS, para fortalecer a pressão para que o Brasil rompa relações com Israel.

Veja aqui a carta do BDS

Lobby sionista atua contra a visita de Ilan Pappé

O historiador israelense Ilan Pappé, crítico do apartheid e da violência de Israel, tem sido alvo de censura para não falar em eventos no Brasil. Cedendo à pressão do lobby sionista a  prefeitura de São Paulo tentou cancelar o evento que receberia Pappé, a Festa Literária Pirata (Flipei), com a desculpa de “conteúdo ideológico”. Em cima da hora a FLIPEI precisou mudar de lugar e tornou-se evidente o tamanho do poder do lobby sionista e suas relações íntimas com instâncias diretas de poder no Brasil. Mas não calarão Ilan Pappé, que junto com tantas outras vozes serão parte da semana de luta contra o apartheid israelense.

Nenhuma gota a mais de petróleo para Israel!

É fundamental exigir que a Petrobrás e o governo Lula cessem imediatamente a exportação de petróleo brasileiro para Israel. Em pleno genocídio palestino o Brasil se tornou um dos cinco maiores fornecedores de petróleo para Israel. Dados da ANP apontam o crescimento de 51% das exportações de petróleo do Brasil em 2024 em relação a 2023, ou seja, está aumentando em meio a esta nova fase do genocídio.
Vale lembrar a carta enviada  pela FNP e FUP exigindo o embargo total de petróleo a Israel. É preciso que nos organizemos para que essa ruptura aconteça. Nenhuma gota de petróleo brasileiro para o genocídio!

Veja o calendário de lutas no Rio de Janeiro:

07/08 – quinta-feira

09h – Ato simbólico da do Comitê Palestina da Fiocruz

Local: Passarela da FioCruz na Av. Brasil

Organização: Vozes da Fiocruz pela Palestina e Sindipetro RJ

19h – Clube do Livro Palestino com Ilan Pappé

Local: R. Gen. Andrade Neves, 264 – São Domingos, Niterói

Organização: Comitê Palestina de Niterói

 

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