É com profunda indignação que o Sindipetro-RJ manifesta repúdio ao processo judicial movido contra a socióloga e pedagoga Vanessa Gil
Trata-se de mais um caso de tentativa de criminalizar a crítica política a Israel e silenciar as vozes dissidentes. É alarmante uma ação como denunciar a vandalização da bandeira palestina seja enquadrada como antissemitismo pelo Ministério Público de Santa Catarina.
O processo nº 5032232-22.2024.4.04.7200, que tramita na 7ª Vara Federal de Florianópolis, acusa Vanessa com base no art. 20 da Lei 7.716/89 por uma postagem que não faz qualquer menção a judeus ou ao judaísmo.
A acusação se sustenta na indevida equivalência entre o Estado de Israel e o povo judeu, isso sim um discurso de ódio estimulado pelo sionismo, que não é equivalente a judaísmo.
Este processo não é um fato isolado, mas se soma a outras tentativas de calar defensores da causa palestina e de denunciantes do genocídio em curso. A banalização do conceito de antissemitismo para fins de perseguição política é perigosa pois não apenas esvazia o significado de um crime gravíssimo, mas também prejudica o enfrentamento a verdadeiras manifestações de ódio.
A possível condenação de até cinco anos de prisão constitui uma grave violação da liberdade de expressão e uma séria ameaça à democracia.
Nos somamos aos movimentos sociais e todas as organizações comprometidas com a justiça e os direitos humanos a se unirem na defesa de Vanessa Gil.
Exigimos o fim da perseguição política aos que lutam pela Palestina!