Na quarta-feira (22/10), o Sindipetro-RJ participou de mobilizações no Centro do Rio de Janeiro, contra o leilão de mais áreas de exploração do Pré-Sal, a 3ª Oferta Permanente de Partilha (OPP), promovido pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis. No certame, foram “doados” os seguintes blocos, localizados no Polígono do Pré-Sal: Esmeralda e Ametista, na Bacia de Santos; e Citrino, Itaimbezinho, Ônix, Larimar e Jaspe, na Bacia de Campos.

Na parte da manhã ocorreu o ato dos trabalhadores da Refit (antiga Refinaria de Manguinhos), que também reforçaram o protesto contra os leilões, no Centro do Rio. Eles lutam pela garantia de seus empregos e contra o fechamento da unidade. O Sindipetro-RJ se mobiliza em defesa dos empregos dos trabalhadores e de forma independente tanto da ANP como da direção da empresa, exigindo que as apurações aconteçam de forma justa e transparente.
Estamos na linha de frente na luta para que o Brasil seja autossuficiente nos combustíveis que consome e o pleno funcionamento do Refino em Manguinhos é fundamental para isso. Mas não podemos permitir que em nome do interesse de outras grandes empresas petrolíferas e das importadoras de combustível, a ANP mantenha esse impasse e milhares de trabalhadores e trabalhadoras sejam colocados na rua e que as comunidades onde vivem esses trabalhadores tenham que pagar a conta dessa briga de engravatados.
Como não poderia deixar de ser, o Sindipetro-RJ está ao lado dos trabalhadores da REFIT e não medirá esforços para a manutenção de cada posto de trabalho, para isso exigimos uma ação concreta da ANP, do Prefeito Eduardo Paes, do Governador Cláudio Castro e do Presidente Lula em defesa dos empregos e do pleno Funcionamento do Refinaria de Manguinhos.
Mais um feirão do petróleo brasileiro
Sobre o leilão, a Petrobrás arrematou dois dos sete blocos ofertados, ambos na Bacia de Campos, levando o bloco Citrino, em um lance por 100% da área. A companhia também arrematou o bloco Jaspe, como operadora e 60% de participação, em parceria com a norueguesa Equinor. No total dos sete blocos ofertados no leilão, cinco foram negociados. Chama atenção o baixíssimo retorno do “óleo lucro”, mostrando como os campos foram vendidos a preço de banana e nem mesmo uma relevante arrecadação ao Estado vão gerar..
Os demais vencedores foram Karoon, com 100% do bloco Esmeralda, um consórcio formado por CNOOC e Sinopec, que levou o bloco Ametista, e Equinor, com 100% do bloco Itaimbezinho. Não houve lances para os blocos Larimar e Ônix.
Saldão da PPSA em dezembro
Em dezembro próximo, a Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA) vai realizar um leilão de áreas não contratadas, pertinentes às jazidas compartilhadas de Mero, Atapu e Tupi. O certame oferecerá ao mercado a totalidade da participação da União nessas áreas, que hoje corresponde a 3,500% em Mero, 0,551% em Tupi e 0,950% em Atapu. Nestes campos a arrecadação estatal é total, de 100%, e com o leilão mais recursos serão entregues a empresas privadas.
Ao leiloar as reservas, infelizmente o governo Lula segue aplicando sem qualquer inibição o receituário neoliberal de entrega das riquezas do Brasil ao capitalismo global. Os petroleiros e o Sindipetro-RJ vão seguir na luta pela defesa da Petrobrás e contra o entreguismo dos recursos brasileiros! Chamamos todos petroleiros e todos os sindicatos petroleiros a se somarem nesta luta pelo fim dos leilões do petróleo.