Sindicatos da FNP e FUP se reuniram para traçar estratégia conjunta contra este novo ataque da direção da empresa, que insiste na lógica da “economia burra” para agradar seus grandes acionistas, incluindo a União
Na manhã desta sexta-feira (24/10), os sindicatos petroleiros da FNP e da FUP realizaram reunião emergencial para avaliar a situação dos petroleiros que estão sendo transferidos do offshore para o administrativo, sem qualquer justificativa ou acordo com os sindicatos das bases afetadas pela decisão da Petrobrás. Uma determinação imposta pela direção da empresa, comandada por Magda Chambriard e da direção do E&P, configurando-se em uma medida que segue o receituário neoliberal da “economia de palito” ou austeridade na prática para agradar seus grandes acionistas, tubarões do mercado financeiro.
Antes do encontro, o Sindipetro-RJ reuniu-se com o RH de Búzios.
Cuidado mesmo, só com os acionistas
Em realidade, o que importa é garantir a exorbitante distribuição de dividendos e o resto que se dane, principalmente o “cuidado com as pessoas”. A proposta e as implementações que estão acontecendo no sistema Petrobrás durante as negociações de renovação do ACT é a grande prova disso, como as questões envolvendo o setor de saúde da empresa em que os profissionais da área estão sofrendo cortes de direitos; as alterações na medição de horas dos desembarques; mudanças no HETT, e tantas outras alterações colocadas na proposta da empresa, formando um arcabouço, um pacote de austeridade para “ferrar” os trabalhadores e garantir os volumosos dividendos para Wall Street e B3 (Bolsa de Valores de SP).
Os sindicatos vão intensificar as mobilizações e solicitaram uma reunião emergencial, ainda no início da próxima semana, com a diretora Silvia dos Anjos, do E&P.
No início da próxima semana haverá um novo encontro dos sindicatos e, caso a Petrobrás não agende a reunião, não retroceda nesse novo ataque e siga sem atender a nossa pauta, apontarão para a greve.
Ainda, ficou acertada a realização de uma setorial online convocada pelos cinco sindicatos para todos os trabalhadores offshore. Acompanhe nossas mídias para a confirmação da data e hora da reunião.
Entenda a situação
A companhia, de forma injustificável e surpreendente, promoveu um “desimplante coletivo” nas bacias de Santos e Campos, afetando trabalhadores das bases dos Sindipetros Rio de Janeiro, Litoral Paulista, Espírito Santo e Norte Fluminense.
Ao longo desta semana recebemos relatos de que esses trabalhadores estão sendo desimplantados do regime offshore e transferidos para o regime administrativo sem nenhuma justificativa ou critério, a não ser por uma “decisão de negócio” para “otimizar” o pessoal embarcado. Em outras palavras, prejudicar ainda mais o efetivo, as condições de saúde e segurança e desconsiderar as vidas das pessoas e os acordos estabelecidos para destinar cada centavo espoliado para ajudar a transformar milionários em bilionários.
Uma opção do governo federal e da direção da Petrobrás de quem vão privilegiar, uma consequência prática da “austeridade fiscal”.
Magda cutuca onça com vara curta
O Sindipetro-RJ repudia de forma veemente essa prática desrespeitosa da Petrobrás, um ataque arbitrário e desmotivado destes durante o processo negocial de ACT. E não é a primeira vez, sem citar os ocorridos no primeiro semestre durante o ataque ao Teletrabalho.
Se querem uma greve, não param de nos dar motivo!