Vozes e um só grito: basta de chacinas!

Ato Chega de Chacina – Fora Cláudio Castro no Complexo da Penha agrega milhares em solidariedade às vítimas e pede um basta na barbárie da segurança pública do RJ

Na sexta-feira (31/10), o  Sindipetro-RJ se uniu à luta e junto com outras entidades participou de uma manifestação junto com os moradores do Complexo da Penha e Alemão, no Campo da Ordem.

Os royalties do petróleo estão financiando a política de extermínio do Estado do Rio de Janeiro

“Estamos aqui nessa manifestação colocando o nosso apoio do Sindipetro-RJ e da Federação Nacional dos Petroleiros (FNP). O papel dos petroleiros é discutir o que está por detrás disso tudo, como, por exemplo, o destino do dinheiro dos royalties do petróleo que o governo Cláudio Castro sequestrou, sendo este recurso fruto do trabalho dos trabalhadores da Petrobrás, próprios e terceirizados, dinheiro que é usado, inclusive para financiar o terrorismo de Estado, como aconteceu aqui (Complexo da Penha e Alemão), disse Eduardo Henrique, diretor do Sindipetro-RJ e coordenador da FNP.

Assim, o Sindicato se coloca contra a política de Segurança Pública do Rio de Janeiro que também afeta os trabalhadores do sistema Petrobrás, principalmente os terceirizados que moram em favelas e morros, sofrendo com as abordagens racistas da polícia.

“É dilacerante e doloroso pelo que aconteceu aqui na Penha. Quantas vidas foram ceifadas, quantas famílias estão aqui em luto e em luta contra essa barbárie racista. O estado do Rio de Janeiro com toda uma história racista e violenta de sua polícia, se superou nesta operação. Uma ação que o governador tenta justificar como combate ao “narcoterrorismo”, adotando a nomenclatura do Trump para ver se conseguem explicar o extermínio”, criticou o diretor Leandro Lanfredi do Sindipetro-RJ e da FNP, que também citou a impunidade dos crimes praticados por agentes da Segurança Pública no estado do Rio.

Ele lembrou o caso da anistia pedida pelo bolsonarismo pelo que participaram do 08/01/23.

Direitos Humanos e Educação

“A situação chega a esse ponto, a partir de todas as esferas de poder, passando também pelo Governo Federal, porque não existem políticas públicas de verdade. Falamos aqui em Direito Humanos, que deveriam estar acompanhando de um política pública para Educação e Saúde para acompanhar o desenvolvimento dessas crianças que estão na comunidade. A grande maioria das pessoas aqui não têm envolvimento com o tráfico, mas o Estado abandona essas pessoas, fazendo o que sempre fez tratando-as como baratas, tirando vidas. São seres humanos que merecem também respeito, são famílias que estão sofrendo” , analisou o diretor JP Nascimento, do Sindipetro-RJ e da FNP.

A manifestação percorreu as ruas de acesso do Complexo da Penha, e no final do ato as mães dos chacinados pela polícia de Castro declararam os nomes de seus filhos.

 

Mortos não eram citados em mandados

Os familiares reclamam da lentidão na liberação dos corpos. Testemunhas narraram a brutalidade da ação policial que até decapitou corpos.

Ainda nesta sexta, o governo do Rio divulgou uma lista com 99 nomes de pessoas que morreram na chacina. Nenhum desses nomes consta na lista dos 69 denunciados pelo MPRJ .

Esse é mais um indício de que a operação policial em nenhum momento tentou executar os mandados de busca e apreensão contra os denunciados pelo MP.

O Sindipetro-RJ segue na luta , exigindo a saída e a responsabilização do governador Cláudio Castro por causa desta chacina policial.

Basta de chacinas, basta de impunidade contra o povo negro e favelado!

 

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