Entre os dias 13 e 16/11, o Sindipetro-RJ está participando do 6º encontro da Rede Sindical Internacional de Solidariedade e Lutas (RSISL). O evento está sendo realizado em Chianciano Terme, na Itália
O Sindicato integra uma lista de participantes que vai discutir os grandes temas que atravessam o mundo do trabalho: direitos das mulheres e feminismo; luta contra as opressões e a extrema direita; autogestão e controle operário; anticolonialismo, antirracismo e imigração; ecologia, saúde e condições de trabalho; além da situação econômica internacional e dos desafios impostos pelas políticas neoliberais. Os debates reúnem delegações de diversos países, promovendo o intercâmbio de experiências e estratégias de luta.

Eduardo Henrique, diretor do Sindipetro-RJ, coordenador da FNP e representando a Federação Internacional de Trabalhadores do Setor Energético e Hidrocarbonetos da América Latina e Caribe (FITEHLYC), marca presença no evento.
Nenhuma gota de petróleo para Israel
“Essas três entidades têm como ponto comum a mesma base da Rede Sindical Internacional de Solidariedade e Lutas que é a independência de classe e a luta do movimento sindical independente. Nós no Brasil, sob um governo que tem todo um histórico de cooptação do movimento sindical, reafirmamos a nossa independência de classe e das entidades. Por isso, quero falar aqui de dois pontos importantes enquanto sindicato dos petroleiros. Primeiro, a campanha “Nenhuma gota de petróleo para Israel”. Nenhuma gota para dar suporte à guerra genocida de Israel. O Brasil como exportador de petróleo, que inclusive, tem, como identificamos em um trabalho que mapeou essa exportação, vendido esse petróleo que é refinado aqui na Itália, e essa é uma questão que estamos colocando em debate”, lembrou o dirigente sindical.
Defender uma transição energética justa para os trabalhadores em tempos de COP30
A questão do Meio Ambiente, em voga no momento com a realização da COP30, em Belém do Pará, também foi lembrada como eixo de luta.
“Além disso, temos o segundo ponto que é o Meio Ambiente. Nós como petroleiros temos uma consciência bem clara de que temos que enfrentar a emergência climática, entendo que precisamos partir de uma transição energética justa para os trabalhadores e todos os setores. Então, o que temos colocado é que o governo Lula faz com a continuidade de leilões, doando os campos de petróleo para a iniciativa privada, é aumentar o risco ambiental, discussão que está sendo levada no evento paralelo da COP 30, com a nossa participação do Sindipetro-RJ, FNP e FITEHLYC. Assim, afirmamos o compromisso das nossas federações e de nosso Sindicato de aproximação com a RSISL”, disse Eduardo em seu discurso, na abertura das atividades do encontro.
A RSISL foi criada em 2013, a partir da união entre as centrais Solidaires (França), CGT (Estado espanhol) e CSP-Conlutas (Brasil). Hoje, reúne cerca de 200 organizações sindicais e movimentos sociais de diversos países, comprometidos com um sindicalismo combativo, democrático, anticapitalista e internacionalista.
A cada dois anos RSISL promove encontro
A Rede promove encontros internacionais a cada dois anos, nos quais atualiza coletivamente seu manifesto — uma carta de princípios e ações em defesa da classe trabalhadora. O último encontro foi realizado em setembro de 2023, em São José dos Campos (SP), marcando um passo histórico na articulação global dos trabalhadores.
“O 6º Encontro da RSISL será um marco na construção da solidariedade internacional. Mais do que um evento, é um chamado à unidade, à resistência e à esperança. Uma oportunidade para reafirmar que nenhum trabalhador está sozinho e que a força da solidariedade pode atravessar fronteiras”, afirma o integrante do Setorial Internacional da CSP-Conlutas Herbert Claros.
