A categoria não vai aceitar a retirada de direitos, às vésperas do Natal e do final de ano, rejeitando a política de exploração que só beneficia os grande acionistas da empresa que estão sugando o dinheiro e o sangue dos trabalhadores da operação e do administrativo da Petrobrás

Nesta quarta-feira (19/11), o Sindipetro-RJ realizou um Dia de Mobilização em frente à sede da Petrobrás, no EDISEN, Centro do Rio, mostrando que os petroleiros e petroleiras vão seguir pressionando a direção da Petrobrás contra os ataques setoriais, exigindo avanços na negociação do ACT que está emperrada pela má vontade da companhia que não abre mão de retirar direitos da categoria.
Basta de ataques aos petroleiros e petroleiras!
Na mobilização, as principais bandeiras contra os recentes ataques da empresa se fizeram presentes: médicos e dentistas da Petrobrás contra a intenção da empresa em aumentar suas respectivas cargas horárias, se opondo à implantação de uma malfadada escala 6×1; trabalhadores do ADM cobram a melhoria de condições no Teletrabalho; a operação do E&P exige o fim dos desimplantes e problemas no Offshore; os aposentados e pensionistas querem uma solução definitiva para os PEDs; os trabalhadores da Pbio lutam contra a privatização da subsidiária; e os da Transpetro que vivem um inicio de processo de terceirização, somado com a perda de direitos dos novos que estão sendo impedidos de ter Teletrabalho, não tendo direito, com a semana de Natal e Ano Novo não sendo abonada de trabalho presencial.
Chega de “bolsa acionista”!
A direção da Petrobrás faz questão de transformar as negociações do ACT 2025 em um atoleiro, aplicando ataques, com o claro objetivo de se impor nas negociações. Isso na verdade é a aplicação do receituário neoliberal do dito Arcabouço Fiscal, que garante recursos do orçamento para os banqueiros, e na Petrobrás é a política do “bolsa acionista”, que tira dos petroleiros para encher os bolsos dos banqueiros.
Ainda nesta quarta será realizada uma Plenária Unificada de todos os setores prejudicados por ataques no Sistema Petrobrás, construindo uma só luta. As reuniões temáticas promovidas pela Petrobrás para debater o ACT, não passam de um teatro e jogo de cena.
É necessário neste momento construir um calendário de mobilizações unitárias e uma Greve Nacional para mostrarmos a nossa força, e dar um basta na embromação já institucionalizada pela Petrobrás nas negociações .
Direção da Petrobrás, o petroleiro não acredita mais no teatro da enrolação e nem em Papai Noel ! Pior, quando o presente prometido é desconsideração de todos os resultados recordes, e retirada de direitos.