Trabalhadores do Offshore da Petrobrás promovem mobilização contra ataques da Petrobrás e Sindipetro-RJ relembra um ano das mortes de terceirizados no TEBIG. As mobilizações marcam um aumento da pressão da categoria sobre a companhia que insiste levar as negociações de ACT em “banho Maria”
A manhã de quinta-feira (27/11) marcou um dia de mobilizações em bases de embarque e da Transpetro . No Aeroporto de Maricá, petroleiros e petroleiras do Offshore participaram de um Ato conjunto convocado pelo Sindipetro-RJ, FNP e FUP na luta contra a arbitrariedade da gestão atual da Petrobrás que não atende à pauta da categoria e prática ataques em diversos setores da empresa.

Já no Terminal da Baía da Ilha Grande (TEBIG), em Angra dos Reis-RJ, foi realizado um Ato em memória a Herbert Félix Martins e Diego Nazareth, trabalhadores terceirizados da empresa Olicampos mortos há um ano enquanto realizavam a retirada da estrutura metálica acima de um passarela no terminal da Transpetro.

Contra os ataques da Petrobrás
A gestão da Petrobrás não quer atender as reivindicações e prática ataques durante o processo negocial do Acordo Coletivo de Trabalho com:
– desimplantes do embarcados em massa e não implantação dos novos;
– ataque à folga dos trabalhadores, dizendo que a hora extra quitaria a folga;
– ataque à folga de quem faz embarque eventual;
– ataque à hora extra de quem faz viagem tripulada; e
– ameaça de desimplante dos técnicos de enfermagem.
Terceirizados cobram escala 14×21
Uma importante reivindicação é a isonomia da escala entre empregados próprios e terceirizados. No caso, a implantação da escala 14×21 que vai trazer importantes benefícios para os terceirizados como:
– Criação de mais um turno (5º), com geração de 20% de vagas de emprego; e
– Maior tempo para o petroleiro descansar e recuperar energia física e mental.
O Terminal TEBIG parou
Em Angras dos Reis, no terminal da Transpetro, a mobilização de atraso na entrada da troca de turno mostrou a força da união de metalúrgicos, construção civil e trabalhadores do TEBIG, próprios e terceirizados. No Ato foram denunciados os riscos reais: fios expostos, equipamentos perigosos.
Além disso, foram apresentados relatos de calotes em rescisões contratuais, salários atrasados e suspensão de plano de saúde.
Herbert e Diego, presentes!
Um ano depois, o Sindipetro-RJ segue em luta pelos terceirizados mortos no TEBIG.O ato denunciou o sucateamento dos terminais da Transpetro, em que trabalhadores próprios e terceirizados sofrem com o processo de precarização de suas condições de trabalho. Não pode deixar no esquecimento a exposição aos riscos de acidentes e mortes. Se não bastasse conviver com condições inseguras de trabalho e atrasos cada vez mais frequentes, a tragédia com Diego e Herbert expõe como o sistema o Petrobrás não considera a vida de seus trabalhadores e trabalhadoras, dando prioridade sempre para o aumento de ganhos de seus acionistas que engordam seus bolsos com dividendos cada vez maiores.
É hora de dar um basta nos ataques da Petrobrás aos trabalhadores
Basta de ataques e retrocessos da Petrobrás em plena negociação do ACT! O caminho é intensificar a mobilização e construir uma Greve Nacional que conquiste o ACT que queremos!
É preciso unir todos os setores prejudicados por ataques no Sistema Petrobrás, como o pessoal do ADM, Operacional (Offshore). É um conjunto de ataques que afeta médicos e dentistas cujas as cargas horárias a Petrobrás pretende aumentar; o início da terceirização na Apropriação da Transpetro; na Pbio, em que os trabalhadores também sofrem com um início de terceirização total e privatização e pessoal do Apoio Aéreo (LOEP) que sofre com escalas de 13h ininterruptas. Diante desse quadro de ataques a esse setores, somente construindo uma só luta.
As reuniões temáticas convocadas pela Petrobrás para debater o ACT não passam de um mero teatro e jogo de cena, enrolando a categoria.
Estamos já entrando no mês de dezembro com a Petrobrás não avançando em uma nova proposta. A direção da empresa adota uma tática em que realiza uma série de reuniões que não apresentam nenhuma objetividade. Não podemos nos limitar às negociações em mesa. É na dinâmica das mobilizações que conquistamos as nossas pautas.
Só a união da categoria enfrenta a “bolsa acionista” da Petrobrás!
Rumo à construção da Greve pelo ACT que merecemos!