Justiça ordena que União inclua JBS na ‘lista suja’ do trabalho escravo

Ordem assinada pela juíza Katarina Roberta Mousinho de Matos, da 11ª Vara do Trabalho de Brasília, atendeu pedido do Ministério Público do Trabalho (MPT), determina que a União coloque novamente a JBS Aves e outras duas empresas na lista suja em até cinco dias, sob pena de multa diária de R$20 mil

Na terça-feira (02/12), a Justiça do Trabalho determinou que o governo federal inclua a JBS Aves, a Santa Colomba Agropecuária S.A. e a Associação Comunitária de Produção e Comercialização do Sisal (Apaeb) no cadastro de empregadores responsabilizados por trabalho análogo ao de escravo, a chamada “lista suja”

A gigante internacional teve sua entrada na relação suspensa por decisão do ministro do Trabalho, Luiz Marinho (foto), contrariando a área técnica. As empresas ainda podem recorrer da decisão.

A ordem judicial, que pode ter recurso, ocorre após Marinho ter chamado para si a decisão sobre  processos administrativos já concluídos pela fiscalização, impedindo a publicação dos nomes das empresas no cadastro. 

Em 21/10, O Sindipetro-RJ emitiu nota em defesa dos auditores fiscais do Trabalho contra a retirada das empresas JBS Aves e a Fazenda Santa Colomba da lista suja do trabalho escravo, entrando como AMICUS CURIAE da ação da Associação dos Auditores Fiscais do Trabalho (ANAFITRA) no Supremo Tribunal Federal (STF).

Em defesa da autonomia de inspeção do Trabalho

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