Correios: trabalhadores entram em greve pelo novo ACT

Os trabalhadores não podem ser penalizados pela má gestão da direção da Estatal. Toda solidariedade aos trabalhadores dos Correios!

Situação financeira ruim não é culpa de funcionários!

Na noite de terça (16), as maiores bases dos Correios aprovaram em assembleias a deflagração da greve a partir das 22h para pressionar a Empresa a chegar a um consenso sobre o ACT.

Eles reivindicam reajuste salarial e manutenção de direitos como adicionais e o benefício de fim de ano. A Empresa sequer propõe a correção baseada na inflação.

Em São Paulo, a direção do Sindicato não fez o indicativo, mas mesmo assim os trabalhadores aprovaram a greve.

Rio de Janeiro, Minas Gerais, Ceará Paraíba e Rio Grande do Sul (foto em destaque do SINTECT-RS) tiveram indicação de greve das direções sindicais e a aprovação foi massiva.

Cidades como Campinas (SP), Santos (SP) e Londrina (PR) também aderiram ao movimento.

Outras cidades como Santa Maria (RS), Juiz de Fora (MG) e Bauru (SP) e estados como Amazonas, Bahia, Maranhão, Pará, Piauí, Rio Grande do Norte, Mato Grosso do Sul, Roraima e Distrito Federal estão organizados em estado de greve.

ACT emperrado e privatização

As negociações com a Empresa começaram em julho passado e o ACT vem sendo prorrogado desde então. No último dia 11, o Tribunal Superior do Trabalho(TST) começou a conduzir reuniões com representantes sindicais e a direção da Estatal, mas não houve acordo.

A direção atual diz que não tem condições de manter benefícios e de fazer reajustes no salário, apresentando quadro de prejuízo acumulado em mais de R$ 6 bilhões até o mês de setembro passado. O caso está sendo analisado pelo Ministério da Fazenda que afirmou entrar com plano de reestruturação da Estatal.

Vale lembrar que os Correios estão em permanente risco de privatização. O Sindipetro-RJ é solidário à luta dos trabalhadores nos Correios! Não são os trabalhadores que vão pagar o pato!

A enrolação enfrentada pelos trabalhadores dos Correios reflete o mesmo cenário vivenciado na Petrobrás, evidenciando que não se trata de uma coincidência ou má gestão isolada, mas sim de uma política para as estatais submetidas à lógica do ajuste fiscal. Essa estratégia obedece a uma diretriz econômica comum, o que torna urgente e indispensável a unificação das lutas dessas categorias para confrontar, com força coletiva, o desmonte imposto ao setor público.

“Uma vitória dessas categorias pavimenta a vitória de toda a classe trabalhadora”, disse o secretário-geral do SINTECT-RS, Alexandre dos Santos Nunes, sobre as greves dos trabalhadores dos Correios e dos petroleiros. Veja o vídeo e compartilhe:

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