Ato na sede da Transpetro pede o fim da onda de calotes na Petrobrás

Mesmo depois da Transpetro ter prometido, em março passado, que iria tomar providências, terceirizados da PCI não recebem salários e estão passando necessidades

Na manhã desta segunda (27), o Sindipetro-RJ participou de Ato em defesa dos empregados da PCI. Eles estão há três meses sem receber salários, dois meses sem o vale alimentação e tiveram o plano de saúde cortado.

A situação é insustentável! Os trabalhadores e suas famílias estão desesperados, passando necessidades.

Esse é mais um caso de calote vergonhoso dentro da Transpetro. O Sistema Petrobrás tem alta lucratividade, entregando bilhões de dividendos aos seus acionistas, então não é admissível que a gigante petrolífera Estatal deixe trabalhadores sem direitos e sem salários.

Há ainda o sofrimento dos que foram demitidos em novembro passado e até agora não receberam a rescisão.

Durante o Ato, dirigentes do Sintraconst-Rio (que representa diretamente os trabalhadores da PCI), do Sindipetro-RJ, da FNP e integrantes da CSP-Conlutas denunciaram o descaso da Petrobrás com a contratação e fiscalização de empresas terceirizadas e cobraram novamente a pauta de reivindicações:

– Implementação do Fundo Garantidor para impedir calotes;
– Equiparação salarial regional;
– Plano de saúde extensivo a todos os terceirizados sem coparticipação;
– Vale-alimentação digno;
– Manutenção dos empregos; e
– Isonomia de tratamento com os trabalhadores próprios com periculosidade intramuros e igualdade de escala (1×1,5), dando fim à escala 6×1 e adotando a escala 14×21 para os embarcados.

Responsabilidade é da Petrobrás

No dia 10 de março passado, representantes do Sindipetro-RJ, do Sintraconst-Rio e da Transpetro estiveram reunidos para discutir a situação das empresas terceirizadas, inclusive porque a PCI já vinha atrasando os pagamentos.

Na época, os gestores da Transpetro afirmaram que estavam buscando ajustar a equiparação salarial nos novos contratos e estudando aditivos nos contratos antigos. Mas a situação só piorou e o contrato com a PCI foi finalizado sem a garantia dos pagamentos devidos aos trabalhadores.

Os trabalhadores da PCI exigem todos os pagamentos devidos e que a Petrobrás assuma a sua responsabilidade, porque não pode continuar contratando empresas que se beneficiam e depois praticam calotes! Veja o vídeo e compartilhe:

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