O 6º Congresso da CSP-Conlutas, realizado entre os dias 18 e 21 de abril no Clube Guapira, em São Paulo, consolidou-se como um marco histórico para a organização
No ano em que celebra seus 20 anos de existência, a Central reuniu cerca de 1.500 participantes, incluindo 1.026 delegados, além de observadores e delegações internacionais de 19 países, superando os números da edição anterior. O evento foi marcado pela forte diversidade, reunindo trabalhadores do campo e da cidade, povos indígenas, movimentos populares e juventude, algo já característico da CSP-Conlutas.
Durante os quatro dias, os debates reafirmaram a construção de uma alternativa classista, combativa e independente. O Congresso definiu as diretrizes que nortearão as mobilizações da Central. Lutas que são prioridades incluem a campanha pelo fim da escala 6×1 e a redução da jornada de trabalho sem redução salarial, bem como a defesa da Petrobrás 100% estatal, a reestatização da BR Distribuidora e a campanha do 14×21 para todos no Sistema Petrobrás.
O plano de lutas aprovado estabelece a necessidade de unificação das greves e lutas em curso no país e demarca a luta contra a extrema direita e todo tipo de ataque aos trabalhadores. Defende também a luta contra o Arcabouço Fiscal do governo Lula/Alckmin, as contra reformas neoliberais e as privatizações. As resoluções incluem ainda a defesa irrestrita da soberania nacional, da autodeterminação dos povos e o apoio ativo às lutas indígenas, defendendo a campanha “Fora Belo Sun do Xingu!” e “Contra a Privatização dos Rios e Florestas!”.

O congresso encerrou suas atividades apontando para a urgência de colocar a Central em movimento imediato, desde a base, assumindo como primeira grande tarefa a construção de um 1º de Maio de trabalhadores para trabalhadores, sem patrões, independente de qualquer governo e internacionalista.
O Sindipetro-RJ, embora não seja filiado à central, participou com uma expressiva delegação de 40 trabalhadores, sendo 24 delegados e os demais observadores, trazendo a experiência das lutas e da histórica greve de dezembro do ano passado e reforçando o peso da categoria petroleira nas discussões e deliberações do congresso.
