Petroleiro integrou a missão humanitária Global Sumud Flotilha que sofreu interceptação em forças israelenses em águas internacionais no Mar Mediterrâneo
O petroleiro e diretor do Sindipetro-RJ e da FNP, Leandro Lanfredi, integrante da Global Sumud Flotilha, desembarcou na noite desta segunda-feira (04/04) no Aeroporto Santos Dumont após fazer uma conexão em São Paulo, onde chegou junto com a ativista Mandi Coelho, integrante do PSTU, que também estava na Flotilha. O avião com ambos chegou em São Paulo pela manhã. em seu retorno ao Brasil após ser sequestrado na madrugada de 30/04, junto com outras 184 pessoas que estavam em 21 barcos do conjunto da flotilha humanitária que tentava levar ajuda aos palestinos de Gaza.

Ao desembarcar no aeroporto carioca, Lanfredi foi recebido por familiares, amigos e pelo Sindipetro-RJ, além de integrantes do MRT e do movimento pŕó Palestina no Rio de Janeiro. O petroleiro lembrou da situação dos ativistas Thiago Ávila e Saif Abu Keshek que também foram sequestrados e estão sob custódia do Estado sionista, sofrendo torturas.
“Tivemos 35 pessoas que foram hospitalizadas, que ficaram na Grécia, duas delas ficaram mais de 24 horas hospitalizadas. Nós temos o Thiago e o Saif que seguem detidos. Nós fomos sequestrados em águas internacionais. Mas foi só uma pequena amostra do que estão sofrendo Thiago e o Saif, e nem falar o que sofre o povo palestino, o que sofre o povo libanês”, afirmou no desembarque.
Ativistas estão sendo perseguidos no Brasil
Leandro Lanfredi também lembrou da situação do dirigente do PSTU, José Maria de Almeida que foi condenado pela Justiça de São Paulo a dois anos de prisão por denunciar o genocídio promovido por Israel contra o povo palestino.
“Além desse sequestro em águas internacionais promovido por Israel é necessário denunciar essa absurda condenação ao José Maria. Vemos perseguição similar acontecendo em outras partes do mundo. Porém, também temos visto trabalhadores em diferentes lugares, organizando manifestações, protestos, promovendo ações para bloquear carregamento de armas e denunciar Israel. Isso é um exemplo para nós. Precisamos reforçar a luta pela liberdade dos presos políticos palestinos, denunciando esse horror promovido pelo Estado Sionista que também persegue ativistas que defendem a causa palestina”, finalizou Lanfredi.
É preciso denunciar e parar o genocídio perpetrado pelo Estado sionista de Israel desde outubro de 2023 que já matou mais de 72 mil pessoas até o momento.
O Sindipetro-RJ e a FNP seguem na luta para que o governo do Brasil suspenda todas as exportações de petróleo e derivados para Israel.
Palestina Livre do Rio ao Mar!