Acompanhamento de ACT e AMS: empresa não convence sobre cobrança extra

 

Na tarde desta quarta-feira (8), a Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) voltou a reunir-se com o RH, a fim de dar continuidade ao Acompanhamento de ACT e pautar AMS

O início da reunião se deu com preâmbulo, em que os diretores da FNP expuseram a preocupação da categoria petroleira com a aplicação da Resolução 23 que trata do custeio de plano de saúde próprios das estatais, que alterou a proporcionalidade de custeio de 30% x 70% para 50% x 50%.

A questão da burocratização dos processos de atendimentos para reembolsos, internações e procedimentos cirúrgicos também foi exposta pela federação que ainda manifestou preocupação com o descredenciamento de profissionais de saúde.

Em mesa, a FNP também questionou o fim das estruturas como academias nos prédios da Petrobrás. Em outras palavras, a suspensão dos Centros de Promoção de Saúde (CPS), prevista para acontecer a partir de 1º de junho. A empresa alegou que o custo benefício da CPS era muito alto.

A FNP não podia deixar de lembrar que terceirizados, profissionais altamente capacitados, que sempre cuidaram da saúde dos petroleiros, perderão seus empregos por conta da medida.

Entretanto, representante de AMS informou que muita coisa boa está sendo criada. “Estamos fazendo um protótipo com aplicativo em que o petroleiro vai poder falar direto com uma enfermeira”, exemplificou.

Custeio de AMS

Um dos temas mais polêmicos da reunião foi a crítica da FNP à iniciativa da Petrobrás, de forma unilateral, cobrar, retroativamente, dos seus trabalhadores, uma equalização da relação de custeio de AMS referente ao ano de 2018.

Em um ofício emitido em 5 de abril, a Petrobrás indicou que teria havido déficit de arrecadação, apresentando números aleatórios e sem lastro para corroborar o alegado.

Nesse contexto, a FNP frisou que “não houve qualquer entendimento ou negociação” com a Comissão de AMS, sendo que, ao invés de disponibilizar a documentação referente à apuração do suposto desalinhamento, para que as entidades sindicais pudessem submeter os números apresentados a uma análise técnica criteriosa (o que, por óbvio, demanda tempo), e, assim, ratificar ou não sua exatidão, a empresa permitiu apenas uma breve consulta aos mesmos, durante uma reunião, impossibilitando, assim, que os sindicatos confirmassem se efetivamente houve descumprimento da proporção de custeio estabelecida no ACT.

CGPAR

A gente está criando um plano de metas para chegar 50% x 50%. “Estamos buscando caminhos para reduzir o custo assistencial e não ter um impacto tão grande na vida das pessoas”, afirmou representante de AMS.

A FNP ainda cobrou respostas sobre a pauta passada. Representante de AMS informou que muitas questões estão em negociação.

Nesta quinta (9), nova rodada de acompanhamento de ACT será feita. De manhã será debatida terceirização. À tarde, SMS. Não deixe de acompanhar!

Fonte FNP

 

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