Ato no Edise repudia terceirização das operações prediais na Petrobrás

A exemplo dos trabalhadores do Cenpes, os do Edise também protestaram, nesta quarta-feira 27, contra a terceirização dos serviços de operação e manutenção de sua unidade. Convocado como parte do Dia de Luta contra a terceirização das operações prediais na Petrobrás, o ato denunciou a intenção da gestão Parente de entregar a operação do Edise à empresa Nova Rio, medida recentemente suspensa por decisão da 21ª Vara do Trabalho do Rio de Janeiro.

“A terceirização significa a precarização do trabalho e coloca em risco as pessoas e o patrimônio da Petrobrás. É obrigação nossa defender cada setor da Petrobrás porque o ataque a um setor é um ataque a todos os setores, sendo parte de um processo geral de desmonte e privatização da empresa levado à frente pelo governo Temer e pela gestão Parente, embora tenha começado antes. Precisamos resistir”, afirmou André Buca, da direção do Sindipetro-RJ.

Na manifestação os oradores não destacaram sómente o caráter estratégico dos serviços de operação e manutenção das unidades prediais da Petrobrás, mas também a importância da operação em outros setores relacionados à logística e produção na empresa. “Não somos contra os trabalhadores terceirizados, mas contra o processo de terceirização, pois a terceirização sempre enfraquece as relações de trabalho, trazendo rotatividade de mão de obra e dificultando a aprendizagem, o que é vital em todos os setores, não apenas na operação. Hoje estivemos no Terminal de Japeri [Tejap] e mais tarde estaremos na UTE-BLS/BF, como parte dessa luta”, completou Anthony Devalle, também dirigente do Sindipetro-RJ.

“Muitas pessoas se perguntam como o Edise, um prédio administrativo, pode ter um setor de operação. Pois saibam que existem muitas atividades de operação aqui, onde há um tanque de 15 mil litros de diesel, além de várias bombas centrífugas e duas subestações de energia. Tudo em escala industrial. O Edise consome mais energia que a refinaria de Manaus, por exemplo. Por isso há técnicos de operação e manutenção trabalhando aqui e a nossa luta é para que todos sejam próprios, sem terceirização. Se terceirizarem a operação, a porta estará aberta para a terceirização de outros setores estratégicos, como  Geologia, Geofísica, Engenharia”, resumiu Brayer Grudka, da direção do Sindipetro-RJ.

Assista ao vídeo do ato desta quarta (27), no Edise

 

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