Congresso Sindipetro-RJ 2019, veja como foi

Atualizado às 10h57 – 15 de abril de 2019

No sábado (13), em evento integrante do seu 60º aniversário, o Sindipetro-RJ realizou o congresso em que foram aprovados os encaminhamentos do próximo ACT e definição da linha de luta da categoria na base do Rio de Janeiro. Também foram escolhidos os delegados para o Congresso da FNP que será realizado em maio.

O encontro foi aberto por Ney Robinson, diretor do Sindicato que apresentou o projeto de cápsula do tempo desenvolvida pelo Cenpesque foi lançado ao mar em 2013 e será resgata em 2023.

Logo a seguir foi iniciado o painel “Conjuntura, Defesa da Petrobrás e Estratégias para o Movimento” que tem mesa formada por André Freire (Resistência PSOL), Heitor César Ribeiro ( Unidade Classista) e Atenágoras Lopes (CSP Conlutas).

Atenágoras iniciou o painel falando da importância da luta e união da classe trabalhadora, apesar das diferenças políticas das centrais sindicais, e analisou o contexto político atual em que o governo  Bolsonaro é ocupado por uma direita que visa somente interesses de mercado e  formado em sua maioria por militares. O representante da CPS Conlutas encerrou a fala, citando a campanha pela liberdade do petroleiro argentino, Daniel Ruiz que está há sete meses preso pelo governo de Maurício Macri por seu ativismo contra a reforma da Previdência realizada na Argentina realizada em 2017.

André Freire, da corrente Resistência do PSOL, começou sua intervenção lembrando o 13º mês do assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes e da não elucidação completa do crime cuja a investigação ainda não identificou o mandante do crime político.Freire também fez um balanço dos 100 dias do governo Bolsonaro e de seu entreguismo da soberania nacional, processo iniciado com a entrega da Base Aero Espacial de Alcântara e desmonte das estatais. Ao encerrar defendeu a construção de um “muro de unidade geral” para agrupar os setores combativos da sociedade contra os ataques do governo Bolsonaro.

O representante da Unidade Classista, Heitor César Ribeiro, iniciou sua fala tratando do processo de “fascistização” de sua base governista nos discursos e o ataque aos movimentos sociais e sindicais. De que a bandeira da reforma da Previdência é garantidora da governabilidade do atual governo, e que a necessidade da luta em defesa da Petrobrás. “Só uma  frente ampla de trabalhadores, que dialogue com o conjunto dos movimentos socais e populares, será possível fazer a luta na defesa dos nos direitos, contra a reforma da Previdência e na defesa da Petrobrás” – disse.

Logo depois foi aberto o debate para os participantes para intervenções de três minutos, que versão sobre a conjuntura política. A seguir foram definidos os grupos,  de 10 pessoas, de acordo com a quantidade de delegados, que definiram propostas para a plenária da parte da tarde, conforme programação do Congresso.

 

Acompanhe aqui omo foi Congresso Sindipetro-RJ 2019!

 

Após o retorno do almoço, os trabalhos foram iniciados com a aprovação em bloco, por unanimidade, de uma série de propostas consensuais, encaminhadas pelos grupos de trabalho sobre ACT, Petros, SMS, demandas gerais e especificas da categoria, e Balanço/Planos de Gestão. Em seguida foi aberto espaço para intervenções sobre os temas polêmicos.

Entre as proposta aprovadas por consenso está a indicação de construção de um manifesto de todas as centrais contra a reforma da previdência, um calendário unificado de mobilizações de todos os sindicatos petroleiros, uma campanha de orientação contra o Sistema de Consequências, moção de apoio à luta dos anistiados e anistiandos, carta à FUP chamando a unidade e solidariedade ao petroleiro Daniel Ruiz.

 

Em seguida, foi aberto um espaço para debate dos destaques apresentados em alguns dos pontos.  Foi decidido que só podem se candidatar ao Congresso Nacional da Federação, petroleiros que tenham sido eleitos como delegados ao Congresso Estadual. São 44 candidatos para 30 vagas.

Também foi aprovado o envio de observadores ao Congresso da CSP Conlutas em São Paulo, em agosto e todo apoio as comissões de base.

Ficou definido que será realizado um plebiscito em todas as bases para saber se o Sindipetro-RJ será filiado a alguma Central Sindical e qual Central.

A eleição de delegados foi realizada em cédulas e cada delegado votou individualmente em 30 candidatos.

Após a eleição foram retomados os debates, centralizados em pontos em que ainda havia polêmicas. Neste sentido ficou definida a defesa da classe trabalhadora e a unidade de ação com bandeiras que sejam unitárias como a defesa da Petrobrás e de todas as estatais contra as privatizações, contra a reforma da previdência, em defesa do concurso público, defesa dos sindicatos, entre outras.

Sobre a pauta do ACT, optou-se por apresentar à Petrobrás o atual acordo acrescido das pautas: questões ligadas à estabilidade no emprego e proteção contra assédio, fim das transferências arbitrárias, fim do desmonte e privatização da empresa, não discriminação entre PCAC e PCR, primeirização da mão de obra da empresa sendo expressamente contrários à terceirização em atividade fim, defesa do direito à aposentadoria digna e reajuste da inflação mais ganho real no salário base.

 

Também ficou definido que será realizado um plebiscito em todas as bases para saber se o Sindipetro-RJ se filiará a alguma Central Sindical.

Sobre outros pontos polêmicos,  a plenária decidiu por encaminhamento ao Congresso da FNP.

 No encerramento do Congresso do SINDIPETRO-RJ, foi gravado um vídeo-mensagem ao petroleiro argentino Daniel Ruiz que está há sete meses detido em prisão de segurança máxima, em Buenos Aires, por ter participado de manifestações contra a reforma da Previdência do governo Macri, que criminaliza os movimentos sociais.

 

Confira as resoluções:

 

 

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