Crise do oxigênio hospitalar: Petrobrás poderia ajudar, mas não se mexe

Empresa possui uma unidade hibernada que pode operar produção de insumo hospitalar, mas sua direção não move uma palha

Recentemente surgiu um informe que foi reproduzido no site da AEPET de que a Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná (FAFEN-PR), também conhecida como Araucária Nitrogenados S.A.(ANSA), teria em sua planta hibernada atualmente para venda, a capacidade de produzir oxigênio hospitalar, item importante que está em falta nos hospitais da região norte do Brasil, por conta da falta de previsibilidade e incompetência dos governos federal e do estado do Amazonas.

Esta informação coloca em xeque o papel que a direção da Petrobrás força a empresa a exercer em um momento tão grave quanto este da pandemia em que a gestão bolsonarista da União, estados e municípios revela sua incapacidade de gerir insumos mínimos como o oxigênio hospitalar. A companhia é proprietária de uma unidade industriai que pode perfeitamente operar o processo de produção de forma emergencial para suprir a demanda da área de saúde.

Ou seja, pelo menos uma das unidades da empresa teria a capacidade de suprir milhares de cilindros de oxigênio e assim evitar o caos humanitário que se apresenta em Manaus.

Segundo a matéria, a ANSA realiza a separação de ar, que é um dos processos que ocorre para a produção da amônia, matéria-prima utilizada na fabricação da ureia, que era o principal insumo produzido na fábrica de fertilizantes. Só essa unidade do Paraná teria capacidade de produzir 30 mil metros cúbicos de oxigênio por hora. Atualmente, o consumo diário de oxigênio no Amazonas é de 76 mil m³.

Será que Roberto Castello Branco, presidente da Petrobrás, teme que os papéis da empresa sofram alguma desvalorização na bolsa, afetando seus amigos especuladores, caso resolvesse reativar essa unidade para abastecer a população brasileira com oxigênio, além da produção de fertilizantes tão necessária ao país?

Que estude com seriedade a reativação a unidade e faça alguma coisa, contribuindo para um verdadeiro esforço de guerra, em vez de de aumentar sistematicamente as tarifas de combustíveis como fez recentemente com a gasolina que teve reajuste de cerca de 8%. No entanto, após um longo período de hibernação com equipamentos se deteriorando e toda mão de obra demitida, talvez não houvesse como reativar a produção em tempo hábil, confirmando-se que além do coronavírus, a incompetência do governo e da direção da Petrobrás também vitimam muitas pessoas Brasil

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