Gerente da P-74 implementa política do medo

Gerente da P74 impõe clima de medo com avaliações injustas e contraria diretriz do próprio RH da empresa. Sindicato cobra reunião de emergência para barrar transferências arbitrárias marcadas para setembro.

O Sindipetro-RJ tem recebido graves e reiteradas denúncias dos trabalhadores da plataforma P-74 sobre as recentes medidas autoritárias implementadas pelo Gerente de Operações (Geop) local. Os trabalhadores afirmam que a unidade virou palco de uma gestão baseada no assédio moral e no terror psicológico, com a ameaça constante de desimplantes sob a frágil justificativa de “falta de perfil” para o trabalho a bordo.
A situação atingiu um nível crítico com a Avaliação de Desempenho (GD) deste ano. Trabalhadores que historicamente sempre apresentaram bons resultados e foram surpreendidos com notas extremamente baixas, até inferiores a 2. Os petroleiros relatam de forma unânime que não houve nenhum feedback gerencial ao longo de todo o ano. A nota caiu como uma bomba em abril, sem aviso prévio ou justificativa técnica embasada.

 

Justificativas absurdas e indícios de perseguição

O nível de distorção nas avaliações chega a ser escandaloso. O Sindicato tomou conhecimento de casos absurdos em que trabalhadores receberam nota 1 na meta específica de treinamentos, mesmo tendo comprovado a conclusão de 100% dos cursos previstos no período. Para o Sindipetro-RJ, este cenário escancara que as notas do GD estão sendo manipuladas pelo gerente com o objetivo de perseguir trabalhadores e forjar um pretexto formal para punições e desimplantes.

 

A ameaça da “Onda de Desimplantes”

No mês de julho o Gerente de Operações da P-74 comunicou abertamente à equipe que os trabalhadores mal avaliados seriam desimplantados. O gestor foi além e tentou se eximir da responsabilidade individual, justificando que a ordem se trata de uma “decisão corporativa”. Segundo ele, a Petrobrás estaria iniciando uma nova onda de desimplantes na plataforma para quem tivesse notas baixas no GD, repetindo o ocorrido ano passado contra quem tinha baixa média de embarque.
Um grave resultado dessa postura é o adoecimento dos trabalhadores. Os petroleiros da P-74 estão operando sob constante tensão, temendo que qualquer um possa ser a próxima vítima da guilhotina do Geop. O ambiente de insegurança e medo é incompatível com a concentração exigida para o trabalho em uma unidade offshore, colocando em risco a saúde mental da equipe e, por tabela, a segurança das operações.

 

Sindicato cobra o RH e exige fim do assédio

O Sindipetro-RJ manifesta total repúdio às ações do Geop da P-74. A política que está sendo imposta na plataforma bate de frente com o Código de Ética da Petrobrás e viola diretamente a diretriz já divulgada pelo próprio RH da empresa, que havia garantido que a nota do GD não seria utilizada como critério para promover desimplantes. Não aceitaremos a gestão pelo medo. Assédio moral adoece, e o Sindicato não será conivente com práticas que violentam os direitos e a dignidade dos trabalhadores.
Diante da urgência do caso — com trabalhadores já com data de desimplante marcada para o mês de setembro —, o Sindipetro-RJ enviou um ofício formal ao RH da Petrobras exigindo uma reunião imediata. O objetivo é frear essas transferências arbitrárias, reverter as avaliações comprovadamente distorcidas e garantir um ambiente de trabalho salubre e seguro na P-74. O Sindicato seguirá acompanhando o caso de perto e orienta os trabalhadores a continuarem denunciando qualquer tipo de violência.

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