Trabalhadores terceirizados promoveram uma mobilização de atraso no terminal da Transpetro na Ilha do Governador, em solidariedade aos trabalhadores terceirizados da PCI do Brasil, que sofrem com atrasos e calotes da empresa
Nesta sexta-feira (08/05), pela manhã, durante a troca de turno, os trabalhadores terceirizados no Terminal da Baía de Guanabara (TABG) promoveram uma intensa mobilização reivindicando seus direitos, convivendo com atrasos de salários e benefícios e suspensão de plano de saúde. A mobilização contou com apoio do Sindipetro-RJ e do Sintraconst-Rio.
São casos recorrentes que apresentam sempre o mesmo enredo: quebra de empresas que não conseguem cumprir contratos, acarretando calotes aos trabalhadores.
A bola da vez é a PCI do Brasil que anunciou falência, mas que não concordou em assinar com a Transpetro a cessão de crédito do saldo do contrato para pagar o que deve aos trabalhadores.
O que chama atenção é a quantidade de empresas prestadoras de serviços no Sistema Petrobrás que alegam quebra financeira e incapacidade de continuar cumprindo os contratos, dando calotes nos trabalhadores.
É inaceitável que esse tipo de situação aconteça quando a Transpetro registra um crescimento no seu lucro de 22%, chegando a mais de R$1bilhão, e a Petrobrás obtém lucros estratosféricos, como o registrado em 2025 de R$110 bilhões.
Terceirizados exigem isonomia
Além disso, os trabalhadores terceirizados do Sistema Petrobrás lutam por isonomia salarial em todas unidades, reivindicando a aplicação da escala 14×21 (1×1½), quando cumprem nos contratos atualmente 14×14 (1×1), em onshore e no offshore, além da aplicação da carga horária de 40h semanais que é feita pelos próprios do Sistema Petrobrás, enquanto os terceirizados cumprem 44h. Não esquecendo da periculosidade para valer (intramuros).
Próprios exigem melhores condições de trabalho
Da mesma forma que os terceirizados, os trabalhadores próprios do TABG denunciam sistematicamente o processo de sucateamento da unidade da Transpetro, como a precariedade do transporte de lanchas.
É preciso denunciar a perseguição aos trabalhadores de turno e aos trabalhadores do administrativo da Transpetro que não tiveram oportunidade de mudança de ênfase. No TABG, TEBIG, TEJAP e TEVOL não foram abertas oportunidades para a mudança de ênfase no administrativo, dando prioridade para trabalhadores que vieram de outras unidades para atuarem no regime de turno, em detrimento de quem já atua na unidade.
Será que é pelo fato de terem aderido à histórica greve de dezembro de 2025 os trabalhadores e trabalhadoras estão sofrendo represálias?
O Sindipetro-RJ segue na luta em solidariedade classista, apoiando os trabalhadores terceirizados no Sistema Petrobrás.
Pela isonomia de direitos, basta de calotes!