Nota de esclarecimento à categoria e de repúdio às agressões físicas cometidas contra o diretor Igor Mendes em assembleia realizada na sede do Sindicato

O Sindipetro-RJ luta cotidianamente pela defesa dos direitos e interesses da categoria petroleira e um dos pilares desta luta é o seu departamento jurídico, o qual, através de inúmeras ações judiciais, individuais e coletivas, trava esta luta no âmbito judiciário.

Na tarde do dia 30 de maio, um dos diretores desta entidade sindical, Igor Mendes, foi covardemente agredido física e verbalmente por um grupo de ex-empregados da refinaria de Manguinhos, na sede do Sindipetro-RJ, quando no exercício de suas atribuições sindicais defendia os interesses da coletividade de trabalhadores que integram a ação judicial conhecida como URP e, na qualidade de Coordenador do jurídico do Sindipetro-RJ, defendia os profissionais que integram o departamento jurídico e desenvolvem suas atividades diariamente com seriedade e eficiência.

O Sindipetro-RJ vem a público repudiar com veemência as agressões cometidas contra o diretor Igor Mendes e ressaltar que práticas de violência e intolerância como estas, nada contribuem para o fortalecimento do movimento sindical, para a unidade da categoria petroleira e para a persecução dos seus interesses. Ao contrário, estas práticas são incondizentes com o movimento sindical, representam um desserviço à categoria petroleira e não serão toleradas! Vivemos tempos difíceis, com lutas importantes a serem travadas, sendo certo que o sucesso destas lutas depende em grande medida da união entre sindicato e categoria, bem como, da integridade e comprometido de seus integrantes.

O Sindipetro-RJ vem a público, ainda, para agradecer a maioria dos antigos trabalhadores de Manguinhos que manifestaram sua solidariedade e apoio ao diretor Igor Mendes. Os presentes à assembleia auxiliaram na pronta identificação dos agressores, cujas imagens foram captadas pelas câmeras de segurança, permitindo assim que as medidas judiciais cabíveis fossem adotadas, bem como se disponibilizaram a prestar seus testemunhos em juízo. Os ausentes, ao saberem do ocorrido, prestaram sua solidariedade e apoio ao diretor através de telefonemas e mensagens.

Entenda a demanda judicial envolvida no episódio de agressão

A referida Assembleia com os antigos trabalhadores de Manguinhos tinha como objetivo prestar informações e esclarecimentos quanto à ação judicial conhecida como URP, na qual o jurídico do sindicato vem atuando incessantemente desde início da década de 1990. A procedência da ação já foi reconhecida em caráter definitivo há muito pelo judiciário, porém, a ré vem impondo uma série de obstáculos a execução do julgado, todos estes superados com eficiência e paciência pelo sindicato, especialmente pelo Dr. Luiz Fernando Cordeiro de Lima, advogado responsável pela ação coletiva, de modo que recentemente foi creditada a quantia total aproximada de R$ 2.400.000,00 (dois milhões e quatrocentos mil reais) em favor dos trabalhadores. Embora seja uma quantia significativa, aqueles que acompanham a referida ação sabem que ainda é ínfima se comparada ao valor total devido pela ré, atualmente estimado em mais de R$ 4.000.000,00 (quatro milhões de reais).

Lamentavelmente, contudo, um grupo intransigente de pessoas não associadas ao sindicato e voltado apenas a satisfação imediata de seus interesses individuais, passou a conduzir a assembleia de forma absolutamente desrespeitosa e arbitrária. Desrespeitaram os diretores do Sindipetro-RJ impedindo que estes se inscrevessem e pudessem falar na assembleia, sendo a palavra e o uso do microfone monopolizado pelo grupo que buscava impor sua opinião. Desrespeitaram os advogados do Sindipetro-RJ, acusando-os, sem qualquer fundamento, de postergar a demanda e de causar-lhes prejuízo. Desrespeitaram os demais participantes presentes que foram privados dos esclarecimentos jurídicos que foram buscar.

Em um momento no qual apenas balbúrdia,  palavras desrespeitosas e  versões distorcidas da ação judicial imperavam, o diretor Igor Mendes tentou se fazer ouvir. Solicitou o microfone, o que foi negado. Solicitou respeito aos trabalhadores do sindicato, aos diretores e aos demais presentes, o que foi ignorado. Assim, outra alternativa não restava além de encaminhar a finalização da assembleia que padecia de legitimidade – público presente composto por uma parcela ínfima de associados, ausência de ata, irregularidade na composição da mesa condutora, dentre outros – e, sobretudo, padecia de efetividade – não se discutia a ação e os próximos passos judiciais a serem adotados; buscava-se apenas a imposição de ideias, a desqualificação dos profissionais do sindicato e a satisfação imediata de interesses individuais em franco prejuízo aos interesses da coletividade.

Ao encaminhar a conclusão da assembleia e se dirigir à saída do auditório, o diretor Igor Mendes foi interpelado por um grupo e covardemente agredido fisicamente! Enquanto um indivíduo não associado ao sindicato o empurrava, desequilibrava e segurava outro indivíduo, associado ao sindicato, socou seu rosto e puxou seu cabelo.

A Assembleia foi declarada nula, mas a ação judicial permanecerá sendo conduzida pelo jurídico do Sindipetro-RJ com a mesma eficiência de sempre.

Comente com o facebook
Compartilhe: