Petrobrás apresenta “proposta chama greve”

Empresa apresentou uma  “proposta” que segue rebaixando direitos petroleiros. Greve está agendada para a próxima segunda-feira (15/12)

Na tarde de terça-feira (09/12), a representação da Petrobrás seguindo o já manjado roteiro de arrochar os direitos da categoria petroleira, conforme a cartilha neoliberal imposta por seus grandes acionistas e tubarões do mercado financeiro, apresentou uma “terceira proposta” de ACT que não apresenta nenhum avanço ou solução para as pautas primordiais para seus trabalhadores.

Ataques aos trabalhadores mantidos

Para o pessoal do Offshore a proposta segue no “nada mudou”,  com a continuidade dos desimplantes. Segue a negação do Teletrabalho integral, da Ultratividade, enrolação no PCCS, e nenhuma proposta para os  PEDs Petros, além, também de nada apresentar sobre recuperação de perdas econômicas dos ativos e aposentados.

Nesta lógica, cada vez mais fica nítido que só a greve pode trazer a empresa para uma negociação de verdade, que retire os ataques e avance para o mínimo que a categoria faz jus.

Vamos desmascarar o “Pato de Tróia”!

Sobre a validade do ACT a proposta da Petrobrás estabelece o prazo de um ano para as cláusulas econômicas e dois anos para as sociais.

A categoria sabe que não cola uma proposta “Pato de Tróia”, e segue dizendo “NÃO!” ao que querem Magda e os grandes acionistas cobrando dos trabalhadores o custo dos mastodônticos dividendos que são pagos. 

Proposta econômica irrisória, acompanhada de boleto de R$90 milhões da AMS

Em mesa, o RH da Petrobrás apresentou uma irrisória proposta com um ganho real de menos de 0,5% na RMNR, com isso os  aposentados não repactuados, mais uma vez, perdem em relação aos ativos. E os ativos por sua vez têm um ganho real inferior ao ACT vigente que dava  1%.

Além disso, foi apresentando pela Petrobrás um “boleto” de R$90 milhões que segundo ela deve ser pago pela categoria, entre ativos e aposentados (segurados), cobrando de cada pessoa + dependentes, mensalmente,  um valor médio de R$ 22,53,  sob alegação de custo de administração da AMS, que deveria constar no cálculo da relação 70×30, conforme determinado pela SEST, seguindo Resolução 52/2024  da CGPAR,  sendo a cobrança retroativa a 1º de setembro/25, com atualização dos valores em março de 2026.  A Petrobrás disse ainda que por conta disso poderá ser efetivada, posteriormente,  uma outra cobrança retroativa de 2024, caso a SEST confirme a cobrança. Assim, sobra mais uma vez para os trabalhadores ativos e aposentados o ônus da conta da AMS, seguindo orientação do governo Lula que determina a política da CGPAR.

Subsidiárias na mesma toada de perdas

A representação da Transpetro disse que acompanha a proposta da Petrobrás naquilo que é comum nas duas empresas, ficando de fora questões específicas . Já a PBIO também confirmou que acompanhava a proposta nos pontos comuns, exceto no calendário de pagamento de PLR que não foi paga esse ano, cumprindo somente o calendário de PRD com pagamento não sendo possível antes de maio de 2026.

Aliás, sobre a PLR, a Petrobrás está “vendendo o peixe” de vai antecipar em caso de acordo na negociação de ACT, o que não é verdade, pois o calendário já havia sido acertado anteriormente. Ou seja, diz que está fazendo uma concessão de um acordo já feito, antes das negociações da renovação do atual ACT. Um papo de “me engana que eu gosto”.

Por fim, a  representação da TBG descreveu um cenário pessimista em relação a suas receitas para 2026 por conta do novo marco regulatório da ANP. Por isso, a transportadora de gás acompanha a Petrobrás nas cláusulas sociais, exceto as que têm impacto financeiro que ainda estão sendo analisadas pela direção da empresa,  e em parte na econômica, pagando o IPCA, mas não aplicando o  ganho real de 0,5%. Portanto, as subsidiárias têm mais motivos ainda para aderirem à greve do dia 15/12.

 

Não aceitamos isso, as assembleias estão aprovando de forma massiva a greve  a partir do dia 15/12 !

 

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