Petrobrás bate recorde de lucro às custas dos petroleiros e do País

A realidade dos trabalhadores é muito distante do lucro bilionário obtido com política de exploração e retirada de direitos. A Petrobrás tem condições de ser uma Empresa ainda maior, mais produtiva e mais importante para o desenvolvimento do Brasil, compromissada de verdade com o meio ambiente, com a transição energética, e não ficar priorizando a exportação e enviando bilhões para grandes acionistas em maioria estrangeiros. Uma Empresa que bate recordes de produção e lucro precisa também bater recordes de investimento em segurança, valorização profissional, contratação de trabalhadores próprios e respeito aos direitos

Um recorde de produção baseado na intensidade da exploração das pessoas! No segundo trimestre deste ano, a Petrobrás registrou um dos maiores resultados financeiros de sua história. Foram, R$ 52,4 bilhões de lucro liquido, quase o dobro do registrado no mesmo período em 2025. O lucro líquido no primeiro semestre 2026 fechou em R$ 85,1 bilhões. É um resultado impulsionado pelo recorde de produção de petróleo e pelo aumento da cotação internacional do barril, que alcançou média de US$ 104,52 devido às guerras, ações e declarações orquestradas por Trump.

No Brasil, a produção total da Petrobrás também cresceu, chegando a quase 3 milhões de barris de óleo equivalente por dia, conforme a presidente Magda disse que queria e que estava trabalhando para isso, colocando a Estatal para, principalmente, explorar e produzir petróleo, ficando cada vez mais afastada daquele Sistema completo, do poço ao posto.

Bilhões para os acionistas. E para os trabalhadores?

A Petrobrás distribuirá R$ 17,4 bilhões em dividendos no segundo trimestre, somando mais de R$ 26 bilhões no primeiro semestre, mas ofereceu um PRD que mantém e aprofunda desigualdades.

Enquanto a Empresa gera resultados bilionários, milhares de trabalhadores enfrentam terceirização precarizada, retirada de direitos, planos de carreira prejudiciais, pressão por produtividade e condições inseguras de trabalho. Uma Petrobrás forte e lucrativa também deve garantir respeito, direitos e condições dignas e seguras para quem produz essa riqueza.

Mão de obra é desvalorizada – A gestão atual não resolve as graves questões que afligem os trabalhadores, porque não quer!

A Petrobras tem recursos, tecnologia e capacidade financeira para investir em segurança, efetivo próprio, condições adequadas de trabalho e prevenção de acidentes. O que não pode prevalecer é a lógica de produzir mais, transferindo o custo e o risco para os trabalhadores.

Em reuniões sistemáticas com a FNP e o Sindipetro-RH, o RH mantém postura de não negociar reivindicações urgentes como, por exemplo, resolver o baixo efetivo e fazer um novo Plano de Cargos, reparando os erros cometidos no governo Temer com a implementação do PCR em 2018.

Outra questão que a Empresa já poderia ter resolvido é o pagamento da dívida que possui como patrocinadora do Fundo Petros e que atinge, há anos, o poder aquisitivo especialmente dos aposentados. Uma maldade!

E, neste cenário, ainda temos milhares de trabalhadores terceirizados que continuam submetidos a condições precárias de trabalho. A Petrobrás e a sua subsidiária Transpetro mantém uma política de Terceirização que permite a contratação de empresas que descumprem direitos trabalhistas e transferem para os trabalhadores o custo de uma política voltada à redução de despesas.

No Boaventura, uma planta de gás, terceirizados enfrentam situações em que direitos básicos, como o adicional de insalubridade, sequer são reconhecidos e pagos pelas empresas contratadas. Uma vergonha! A Petrobras é responsável por tudo o que acontece dentro de suas unidades. Não pode simplesmente contratar empresas pelo menor preço e depois se eximir das consequências das condições de trabalho impostas por essas contratadas.

No Offshore, carro-chefe da produção e exploração de petróleo, não resolvem questões simples de implantes e desimplantes de embarcados e vemos a manutenção de escala de trabalho diferenciada para os terceirizados, ameaçando a saúde dos trabalhadores e colocando vidas e plataformas em risco. O Sindipetro-RJ lançou a campanha “14×21 para todos!” e colhe assinaturas para reforçar a aprovação de um Projeto de Lei no Congresso, mas a Petrobrás não depende de Lei para mudar isso!

E no administrativo, só existe um acordo específico de Teletrabalho, porque houve forte movimento grevista, mas há rumores de ameaças permanentes, ainda mais agora que reinauguraram o prédio-sede EDISE…

A riqueza produzida pela Petrobras é resultado do trabalho de milhares de pessoas. São elas que operam as unidades, trabalham nas plataformas, refinarias e terminais, mantêm os equipamentos funcionando, o administrativo, garantindo que o petróleo e seus derivados cheguem ao mercado.

Magda, lucro recorde não pode ser usado para justificar mais cobrança, mais precarização e menos direitos.

Se há dinheiro para produzir mais, distribuir bilhões em dividendos e ampliar os investimentos, também há dinheiro para garantir condições dignas e seguras de trabalho, valorizar os trabalhadores e respeitar os direitos conquistados.

O Sindipetro-RJ está convocando assembleias de 10/08 a 02/09. Veja a convocatória, o calendário e venha participar!

Pela Petrobrás 100% estatal, e que todo o petróleo do país seja Petrobrás! Que toda essa riqueza pertença ao povo brasileiro e aos trabalhadores petroleiros!

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