Petrobrás vai transferir 937 petroleiros de plataformas da Bacia de Santos para o RJ

A direção de Castello Branco se confirma a cada ação como uma das mais danosas na Petrobrás. Entre tantas investidas contra os petroleiros e a sociedade está a decisão de abandonar as atividades em São Paulo, causando desemprego e queda de receitas municipais e estaduais na Baixada Santista.

A transferência de 937 petroleiros das sete plataformas de exploração e produção de petróleo e gás natural ligados à Unidade de Negócios da Bacia de Santos para o Rio de Janeiro vai ser feita a partir de 1º de junho sem considerar minimamente o que uma medida como esta pode causar na vida de um trabalhador. A justificativa oficial de redução de custos não condiz com a realidade da Petrobrás, que em 2019 obteve lucro de R$ 40 bi. Castello desmantela a empresa e hipocritamente finge zelar por ela.

Atualmente, a empresa oferece o traslado de Santos até Jacarepaguá e vice-versa. Enquanto durar o isolamento causado pelo coronavírus, a Petrobrás vai manter esse transporte e a hospedagem pré-embarque somente para os petroleiros em regime offshore.

Desemprego em massa

A transferência dos petroleiros das plataformas para o Rio de Janeiro pode significar também o desmonte de todas as atividades de apoio para esses operadores em Santos, que hoje envolve cerca de 2.500 trabalhadores e uma rede de outros negócios, como restaurantes, criados em torno do EDISA.

Desinvestimento com prejuízo

Vale lembrarmos que, em 2019, ocorreu o fechamento do prédio da Petrobrás na Avenida Paulista, na capital de São Paulo, e a transferência de profissionais ligados à área de exploração, como geólogos e engenheiros, de Santos para o Rio de Janeiro.

Outra consequência desta decisão da gestão Castello Branco é o prejuízo de R$ 14 mi que foram utilizados para modernizar as instalações e estruturar o Aeroporto de Itanhaém para operar voos offshore e aviação executiva, segundo protocolos internacionais de embarque e desembarque de passageiros e de trabalhadores das plataformas marítimas. Desde abril de 2018, o embarque está sendo feito a partir de Jacarepaguá, e agora a decisão de transferir os petroleiros encerra qualquer possibilidade de voos a partir de Itanhaém.

O Sindipetro-RJ está solidário com o Sindipetro-LP e vai representar todos os petroleiros que tiverem que vir para o Rio de Janeiro. Pelo fortalecimento da luta contra o desmonte da Petrobrás, pelas vidas dos trabalhadores, contra o projeto de destruição comandado por Castello Branco.

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