Silva e Luna não tem currículo para presidir Petrobrás

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Por Rosa Maria Corrêa

Bolsonaro quer que se considere apenas a patente de general

O candidato a integrar a diretoria executiva da Petrobrás precisa comprovar pelo menos 10 anos em cargo semelhante em empresa de grande porte, podendo ser até mesmo de outro setor. Mas, o indicado de Bolsonaro não cumpre esse requisito.

Além de nunca ter atuado no mercado do petróleo, Silva e Luna também não tem experiência satisfatória para o cargo no seu histórico. Na reserva do Exército há sete anos, teve a primeira experiência empresarial como presidente da Itaipu Binacional há dois anos.

Entretanto, os bolsonaristas querem convencer os acionistas da Petrobrás que ser um general – patamar superior da carreira militar – basta, argumentando que Silva e Luna é general no Exército há mais de dez anos.

Silva e Luna iniciou a carreira militar em 1969, aos 20 anos de idade. Na reserva, foi ministro da Defesa em 2018. Em 2019, foi anunciado por Bolsonaro como novo diretor-geral da Itaipu Binacional, hidrelétrica do Brasil/Paraguai que responde por 15% da energia consumida pelos brasileiros.

O Conselho Administrativo da Petrobrás se reuniu em 23/02, depois da indicação de Bolsonaro no dia 19/02, e decidiu convocar assembleia, sem marcar data, para oficializar a troca de Castello Branco, cujo mandato termina no próximo dia 20, por Silva e Luna. O presidente do CA, almirante de esquadra Eduardo Leal Ferreira, é o responsável pela convocação da assembleia. Ele solicitou ao Comitê de Pessoas da Petrobrás que ateste se o general está apto para o cargo. É a “batata quente” de Bolsonaro passando de mão em mão e jogando por terra, mais uma vez, o falacioso discurso da meritocracia.

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