Transpetro tenta encurtar mandato de conselheira eleita ao C.A.

Eleita por uma vitória incontestável de 61,92% dos votos nas últimas eleições para o Conselho Administrativo (C.A) da Transpetro, em julho de 2017, a petroleira Fabiana dos Anjos vê seu legítimo mandato sendo usurpado pela direção da empresa, que só oficializou a sua posse em dezembro último, após prorrogá-la por quatro meses, encurtando assim o seu mandato.

Agora, de forma surpreendente, a Transpetro enviou ofício às entidades sindicais no qual solicita a indicação de membros para a formação de uma nova Comissão Eleitoral para realização de novas eleições do C.A. ainda para o primeiro trimestre de 2018.

“Diante deste fato, devo esclarecer aos trabalhadores da Transpetro que o termo de posse assinado em 27 de dezembro limitaria meu mandato no C.A. até a próxima Assembleia Geral Ordinária que ocorrerá no mês de abril de 2018. Portanto, a representante eleita legitimamente pelos trabalhadores teria apenas um mandato “tampão” de quatro meses, enquanto o Estatuto Social da Transpetro determina que o mandato em questão seja de um ano” – denuncia Fabiana em carta aberta publicada recente.

JUSTIÇA GARANTE LIMINAR PARA CONTINUIDADE DE MANDATO – O fato é que no dia 25 de janeiro foi concedida uma liminar, expedida pela 22ª Vara de Trabalho do Estado do Rio de Janeiro, que garante o mandato de conselheiro eleito pelos trabalhadores e trabalhadoras da Transpetro pelo prazo de um ano, com final previsto para 27 de dezembro de 2018, ainda que a empresa continue com o processo eleitoral.

A Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) já se comprometeu a não participar da nova Comissão Eleitoral, exigindo o cumprimento do mandato integral de Fabiana dos Anjos.

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