Em defesa do Museu Nacional e contra a destruição da Memória

Na manhã do feriado de 7 de setembro foi realizado um ato em solidariedade ao Museu Nacional (MN) e contra a destruição da Memória, Educação, Ciência e Tecnologia. A concentração foi iniciada na Aldeia Maracanã e depois mais de 500 pessoas marcharam para o parque da Quinta da Boa Vista, onde fica localizado o prédio do MN que sofreu um incêndio no último dia 2 de setembro.

“A sociedade ficou órfã não apenas de um lugar de lazer, mas de um instrumento de formação cultural. O museu é uma forma de sedimentar o nosso sentimento de nação. Precisamos lutar pela revogação da Emenda Constitucional (EC) 95, que congela os investimentos sociais nas áreas de Saúde, Cultura e Educação. É necessária a criação de uma política de investimentos que possa dar perspectivas ao Museu Nacional e aos demais museus no Brasil” – disse Flávia Calé, presidenta da Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG), em fala no ato.

A diretora Natália Russo do Sindipetro-RJ estive presente. O ato foi organizado pelas seguintes entidades: ASCON-Rio,ASFOC-SN,AFINCA,ASSAN,ASBN, ANPG, Coletivo MAST Resiste, SEPE,Sin dCECIERJ,SINTUFRJ,SINDSEP, Ocupa Baixada,ANDES-SN

Muitos gritos no 7 de setembro

Os 64 mil homicídios registrados pela violência, o assassinato de Marielle Franco e Anderson, os leilões do Pré-sal, o avanço da privatização das empresas estatais, os males do agronegócio, o sucateamento da saúde e da educação e o incêndio da Memória no Museu Nacional foram alguns dos assuntos no “Grito dos Excluídos” deste ano.

Fim dos privilégios, já! Realizado em diversas cidades há 24 anos no dia 07 de setembro, o Grito traz sempre uma temática sobre a conjuntura. Este ano, o lema foi “Desigualdade gera violência – Basta de privilégios – Vida em primeiro lugar”. No Rio de Janeiro, o Sindipetro-RJ é um dos participantes mais tradicionais. “Nós ajudamos a organizar o evento, distribuímos 800 cartilhas da Campanha ‘Todo o petróleo tem que ser nosso!’ e 200 panfletos produzidos de forma independente por petroleiros sobre a política de preços do gás de cozinha, diesel e gasolina”, avaliou o diretor do Sindicato e da FNP, Luiz Mário Nogueira Dias.

Democracia no asfalto Durante a concentração matinal na esquina da rua Uruguaiana com a Avenida Presidente Vargas, uma apresentação performática chamou a atenção do público. “Hoje, a gente veio falar que a democracia está morta, porque ela é violada todos os dias nesse País”, disse a artista Fernanda Machado, da Companhia Horizontal de Arte Pública, integrante também da FIST (Frente Internacionalista dos Sem-Teto), que encenou “A morte da Democracia”.

 

Versão do impresso Boletim LXXXVIII

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