Em defesa do Museu Nacional e contra a destruição da Memória 20180907 103851

Em defesa do Museu Nacional e contra a destruição da Memória

Na manhã do feriado de 7 de setembro foi realizado um ato em solidariedade ao Museu Nacional (MN) e contra a destruição da Memória, Educação, Ciência e Tecnologia. A concentração foi iniciada na Aldeia Maracanã e depois mais de 500 pessoas marcharam para o parque da Quinta da Boa Vista, onde fica localizado o prédio do MN que sofreu um incêndio no último dia 2 de setembro.

“A sociedade ficou órfã não apenas de um lugar de lazer, mas de um instrumento de formação cultural. O museu é uma forma de sedimentar o nosso sentimento de nação. Precisamos lutar pela revogação da Emenda Constitucional (EC) 95, que congela os investimentos sociais nas áreas de Saúde, Cultura e Educação. É necessária a criação de uma política de investimentos que possa dar perspectivas ao Museu Nacional e aos demais museus no Brasil” – disse Flávia Calé, presidenta da Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG), em fala no ato.

A diretora Natália Russo do Sindipetro-RJ estive presente. O ato foi organizado pelas seguintes entidades: ASCON-Rio,ASFOC-SN,AFINCA,ASSAN,ASBN, ANPG, Coletivo MAST Resiste, SEPE,Sin dCECIERJ,SINTUFRJ,SINDSEP, Ocupa Baixada,ANDES-SN

Muitos gritos no 7 de setembro

Os 64 mil homicídios registrados pela violência, o assassinato de Marielle Franco e Anderson, os leilões do Pré-sal, o avanço da privatização das empresas estatais, os males do agronegócio, o sucateamento da saúde e da educação e o incêndio da Memória no Museu Nacional foram alguns dos assuntos no “Grito dos Excluídos” deste ano.

Em defesa do Museu Nacional e contra a destruição da Memória 24 gritoFim dos privilégios, já! Realizado em diversas cidades há 24 anos no dia 07 de setembro, o Grito traz sempre uma temática sobre a conjuntura. Este ano, o lema foi “Desigualdade gera violência – Basta de privilégios – Vida em primeiro lugar”. No Rio de Janeiro, o Sindipetro-RJ é um dos participantes mais tradicionais. “Nós ajudamos a organizar o evento, distribuímos 800 cartilhas da Campanha ‘Todo o petróleo tem que ser nosso!’ e 200 panfletos produzidos de forma independente por petroleiros sobre a política de preços do gás de cozinha, diesel e gasolina”, avaliou o diretor do Sindicato e da FNP, Luiz Mário Nogueira Dias.

Democracia no asfalto Durante a concentração matinal na esquina da rua Uruguaiana com a Avenida Presidente Vargas, uma apresentação performática chamou a atenção do público. “Hoje, a gente veio falar que a democracia está morta, porque ela é violada todos os dias nesse País”, disse a artista Fernanda Machado, da Companhia Horizontal de Arte Pública, integrante também da FIST (Frente Internacionalista dos Sem-Teto), que encenou “A morte da Democracia”.

 

Versão do impresso Boletim LXXXVIII

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