Foco na Saúde Mental do ser humano

Quando um novo ano começa, passada a euforia das festas e queima de fogos, muitas pessoas podem se sentir ansiosas pela frustração de não ter cumprido metas ou então angustiadas pelo anseio de mudanças; especialmente em tempos de crise, desemprego e inúmeras ameaças. A escolha do mês de janeiro para focar na saúde mental não foi por acaso. Em 2014, o psicólogo mineiro Leonardo Abrahão decidiu criar a campanha do  Janeiro Branco com o objetivo de chamar atenção para a saúde mental e promover conhecimento e compreensão sobre temas como depressão, ansiedade e fobias, desmistificando crenças populares e preconceitos sobre o assunto.

Estas questões não são “coisa de maluco” e podem estar mais perto de nós do que se imagina. Saúde mental é um tema que nos parece muito relevante para a categoria petroleira, pois atendemos no Jurídico do Sindipetro-RJ, cotidianamente, uma série de pessoas que estão em processo de adoecimento mental, seja em decorrência de práticas de assédio moral (a grande maioria), seja em decorrência da precarização das relações de trabalho e da ameaça de desemprego (discurso utilizado pela empresa para justificar não só o assédio com também para fazer com que as pessoas aceitem ser transferidas para outras gerências).

Assim, acreditamos ser oportuno e salutar promover debates e rodas de conversa nas unidades da companhia para ouvir dos petroleiros e petroleiras seus relatos e apurar, neste contexto cada vez mais agressivo contra os trabalhadores, como vai a saúde mental das pessoas que empreendem o melhor de seus esforços e grande parte de seu tempo diário em prol da Petrobrás sem serem por isso reconhecidas (muito pelo contrário). O Sindipetro-RJ aproveita este momento para, inclusive, fazer sua auto crítica e ouvir de seus próprios trabalhadores e diretores como o ambiente sindical afeta sua saúde, já que os indivíduos da entidade também são expostos a grande estado de tensão. Participe das rodas de conversa e faça-se ouvir. Temos uma voz e esta voz jamais pode se calar!

Versão do impresso Boletim 182

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