Funcionalismo municipal repudia políticas de Crivella para os serviços públicos

Trabalhadores de saúde e educação do município do Rio, petroleiros, comerciários, portuários, Cedae e Comlurb protestaram, no início da tarde desta sexta-feira (10), contra as políticas do prefeito Marcelo Crivella (PR), que vem atrasando salários e desrespeitando direitos do funcionalismo.

Convocada por CSP Conlutas, CUT, CTB, sindicatos e movimento social, a manifestação aconteceu em frente à prefeitura do Rio, na Praça XI. A orientação das centrais foi no sentido de que todos participem do grande ato unificado na Candelária, a partir das 17h, como parte do Dia Nacional de Protestos, Lutas e Paralisações contra as reformas trabalhista e previdenciária e o desmonte de estatais.

Caos nos serviços públicos municipais

Com muitas faixas e cartazes, servidores revezaram-se num carro de som, manifestando grande indignação com a administração do prefeito Crivella, que encontra-se em viagem à China.

“Várias empresas devem muito dinheiro à Prefeitura, mas ela nunca cobra essas dívidas. Enquanto isso, nós ainda não recebemos sequer a primeira parcela do décimo-terceiro salário e a educação continua sucateada”, afirmou Jalmir Ribeiro, dirigente do Sepe-RJ (Sindicato dos Profissionais da Educação).

Servidor da saúde municipal do Rio, Nereu Lopes reforçou as críticas à gestão Crivella. “O prefeito tem que entender que somos nós, servidores e população, que fazemos as coisas funcionarem. Sem o nosso trabalho, é impossível as coisas acontecerem. Portanto, o prefeito tem que pagar os salários em dia e nos respeitar”, disse.

Profissionais do município sem salários

Durante a manifestação, agentes comunitários de saúde (ACS), médicos e enfermeiros contratados pela ONG Viva Rio, com salários em atraso, chegaram em passeata para reforçar os protestos. Os profissionais atuam em diversas unidades do município do Rio, como o Hospital Ronaldo Gazola, onde o atendimento foi suspenso inúmeras vezes devido à falta de pagamento.

“A entrega das administrações hospitalares às organizações sociais e ONGs é realmente um problema porque tem gerado o caos nas unidades. Pra piorar, o município já anunciou o fechamento de 40 leitos no Hospital da Piedade, uma unidade de referência em várias especialidades. A prefeitura abandonou a saúde. Essa é a verdade”, completou a servidora Maria Celina de Oliveira.

“Estamos aqui pra dar um recado muito claro a todos os governos que querem destruir o Sistema Único de Saúde. Nós não vamos permitir que isso continue a acontecer”, afirmou Alexandre Pessoa Dias, do Fórum de Saúde do Rio.

Mobilização começou pela manhã

O Dia Nacional de Lutas, Protestos e Paralisações começou bem cedo com várias manifestações de rua e de categorias em greve contra a aplicação das novas regras trabalhistas, da lei da terceirização irrestrita, pela rejeição da reforma previdenciária e contra as privatizações. Uma das principais mobilizações aconteceu em frente ao Instituto de Traumatologia e Ortopedia (Into) e paralisou parcialmente a Avenida Brasil, em conjunto com portuários, estivadores, metalúrgicos, servidores do Colégio Pedro II, da UFRJ, Fiocruz e estudantes.

Mais cedo houve atos em diversos pontos da cidade e bloqueios, como na Ponte Rio-Niterói e na Francisco Bicalho. Paralisaram suas atividades, entre outros, os servidores da Fiocruz, do Hospital dos Servidores, do Colégio Pedro II, bancários de bancos públicos e privados das agências da Avenida Rio Branco. Entre os petroleiros, a mobilização também começou cedo nos terminais de abastecimento de Angra dos Reis – Terminal da Baía de Ilha Grande (TEBIG) e no Terminal Baía de Guanabara (TABG), onde foram realizados atrasos na entrada e parada na troca de turnos, iniciados a partir de 7h.

 

 

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