O Sindipetro-RJ convoca todos à participação da Marcha da Periferia, a partir das 11h, no viaduto Negrão de Lima, em Madureira
O objetivo da data se tornar um feriado é valorizar a cultura afro-brasileira e combater o racismo estrutural e a desigualdade social.
O Dia da Consciência Negra é um momento de reflexão sobre a luta e resistência da população negra no Brasil e uma convocação para o combate ativo ao racismo e à desigualdade racial.
Segundo o Censo 2022, o Brasil tem 45,3% (pardos) e 10,2% (pretos) num total de 55,5%. Os reflexos da escravidão explicam os motivos dessa população ser a mais atingida pela desigualdade no Brasil.
As estruturas que organizam a vida do País foram moldadas durante 388 anos de escravidão e de ausência de políticas de reparação após a Abolição, lembrando que o Brasil foi o último país a fazer a Abolição e os libertos ficaram sem nada, permanecendo nesse contexto por várias gerações.
Dados do IBGE apontam que pessoas negras ganham em média, 40% menos que pessoas brancas no Brasil.
A criminalidade e a violência policial imperam especialmente contra corpos negros, como vemos diariamente nos noticiários. Além disso, no mundo do Trabalho não precisamos ir muito longe para constatarmos o quanto o Brasil está atrasado nessa questão.
A realidade da petrolífera brasileira, a Petrobrás, não está muito longe do atraso do Brasil nesta questão. De acordo com o último Relatório de Sustentabilidade divulgado pela Empresa, de 2024, a Controladora possui apenas 32,3% de empregados autodeclarados negros. Quando se trata de pessoas negras na liderança existe até um lento crescimento: em 2020, eram 20% e em 2024, 23,8%. Curiosamente, a gestão atual tem como meta atingir 25% em 2029 deixando bem transparente que os lugares ocupados estão marcados e que a maior parte deles é para os brancos. Lamentável!
É preciso exigir mais!
Um exemplo absurdo é a Petrobrás pagar vários feriados, mas se negar a pagar este feriado para os trabalhadores de turno. Cadê a Responsabilidade Social?
Todos à Marcha! Pelo Fim dos Massacres! Pelo fim das operações policiais nas favelas! Pelo fim da escala 6×1! Fora, Claudio Castro!