Reitoria da UFRJ estipula prazo até janeiro de 2026 para que clube desocupe sede utilizada há quase 50 anos. Sindipetro-RJ exige intervenção da Petrobrás no caso e manifesta apoio pela continuidade do espaço que integra trabalhadores da Petrobrás, comunidade acadêmica e população da Maré
Na quinta-feira (23/10), o Sindipetro-RJ, representado por seu diretor JP Nascimento esteve presente em um ato na sede da Reitoria no Fundão em apoio à luta reivindicatória dos trabalhadores da UFRJ, que como os petroleiros da Petrobrás estão em campanha de Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). Na ocasião, o Sindicato petroleiro se somou ao Sintufrj que também denuncia a tentativa de remoção do CEPE-Fundão.
O Sindipetro-RJ manifesta apoio ao Clube dos Empregados da Petrobrás (CEPE) da Ilha do Fundão que está sofrendo um ataque configurado em uma ação de despejo pela Reitoria da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) que quer retomar o espaço, removendo o clube que funciona no local há 46 anos.
A procuradoria da UFRJ entrou com uma ação pedindo reintegração de posse do local, exigindo uma indenização do CEPE de mais de R$ 11 milhões. A Petrobrás que faz jorrar dividendos para seus acionistas poderia intervir no imbróglio jurídico e interceder a favor da manutenção do clube no local.
O Sindipetro-RJ entende que pelo fato de estar em exercício uma parceria entre a UFRJ e o CEPE-Fundão, em que cerca de 200 estudantes do curso de Educação Física fazem aulas todos os dias, por conta de o prédio do curso estar inviabilizado por reformas, que a reitoria levasse isso consideração e demova da intenção da retomada da área.
A universidade pública no Brasil vive situação de penúria, não tendo verbas necessárias para manter suas estruturas, como no caso da UFRJ no Fundão. Se não fosse o CEPE, esses estudantes estariam sem aulas! Tomando o local desta forma será que terá condições de mantê-lo?
Além do CEPE-Fundão ser vital para a comunidade acadêmica, ele também tem função social para a Região da Maré, pois emprega moradores da comunidade, e obviamente, atende de forma social e esportiva os trabalhadores próprios e terceirizados da Petrobrás e seus familiares que usam as dependências do clube.
O CEPE-Fundão precisa continuar, reitoria da UFRJ e Petrobrás, sentem para negociar!