A greve petroleira de dezembro de 2025, que durou 16 dias e que abalou a Petrobrás, representou um momento histórico da categoria, nos últimos 30 anos, e agora é o momento de reconhecer o esforço que quem ajudou a construir esse movimento de luta: os grevistas.
O movimento surgiu de um crescente processo de insatisfação dos trabalhadores e trabalhadoras contra a direção da companhia que não deu bola para importantes reivindicações como o Teletrabalho e o calote da PLR, a Vigília contra os PEDs e as negociações do ACT, que preferiu seguir à risca os ditames e regramentos do arcabouço fiscal do governo Lula.
Por conta dessa mobilização obtivemos para o ACT 2025-2027 algumas cláusulas com ganhos financeiros – como o abono, o vale mercado, o reembolso parcial de passagens, alguma melhoria no HETT – e evitou ataques maiores a setores como o SMS (diminuiu o tamanho do POB usado como linha de corte dos técnicos de enfermagem e evitou o aumento da carga horária de médicos e dentistas atuais), entre outras questões.
Porém, por outro lado, não tivemos reposição salarial, foi ínfimo o “ganho real” (negado aos Aposentados!), não avançamos no Teletrabalho e saímos com não mais que “compromissos” e “GTs” sobre PEDs, Plano de Cargos e outros temas. Além disso, retrocessos foram impostos, como a questão dos custos da APS, o aumento diferenciado para os aposentados, a supressão de folgas, temas que mantemos vivos em nossas lutas, sem esmorecer.
Do que ninguém tem dúvida é da compreensão e da importância da luta que foi travada até o último minuto, em que não recuamos diante das ameaças e intransigência do RH. A história não acabou ali no final da greve, ela segue firme e em frente com a luta da categoria petroleira.
Agora são eles que precisam do seu apoio
Por tudo isso é que devemos relevar o papel desempenhado pelos companheiros e companheiras grevistas que mantiveram a chama dessa luta acesa, mobilizando a categoria, se incorporando ao Sindicato nas mobilizações, organizando e apoiando o movimento grevista. Foram eles que fizeram ser possível essa histórica greve e esse processo de luta que ainda segue seu curso.
E neste momento é hora de reconhecer esse esforço que foi desprendido e apoiar esses companheiros e companheiras que deram “a cara a tapa”, enfrentando de peito aberto uma direção da Petrobrás que não reconhece as demandas de seus empregados.
Por isso, o Sindipetro-RJ conclama a categoria, aos trabalhadores e trabalhadoras do sistema Petrobrás, para que apoie nossa campanha para a Contribuição Assistencial, cujos os recursos serão utilizados pelo Sindicato para repor os descontos aplicados aos companheiros que participaram da greve de 16 dias.
Um Sindicato se faz na luta e na solidariedade, contribua com o Sindipetro-RJ!
Oposição à Contribuição Assistencial
Agora, se você tiver a certeza de que não quer contribuir, estamos garantindo o direito individual de quem não quer ter uma postura solidária e combativa para com esta campanha.
Caso você não queira fazer a Contribuição Assistencial acesse o link abaixo para fazer a oposição.
E atenção!
O prazo para envio da oposição é de 40 dias. A manifestação deverá ser feita exclusivamente por meio do formulário específico no link indicado. Após o encerramento do prazo, não será possível registrar oposição ao desconto, e não serão consideradas manifestações feitas por outros meios.