A reunião trouxe poucos esclarecimentos sobre as medidas adotadas pela Companhia, que indicou continuidade da discussão na Comissão de Frequência. Os sindicalistas protestaram
A Carta Convite do RH para a reunião presencial na segunda (09) foi enviada para a FNP na sexta (06), dizendo que seria uma reunião com os executivos da E&P para “esclarecer as estratégias de gestão em curso”. Mas não foi o que aconteceu.
No início da Reunião, com a presença apenas de um dos oito gerentes executivos do E&P, o de Águas Profundas, Ilton Jose Rossetto Filho, a FNP foi informada de que o tema seria sobre os desimplantes.
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A FNP protestou pela Empresa estar mantendo postura de descaso com os problemas atuais e pela ausência da Diretora do E&P, Sylvia dos Anjos, na reunião.
Os dirigentes sindicais reforçaram o descontentamento da categoria, já evidenciado durante a histórica Greve de Dezembro de 2025, quando mudanças arbitrárias da Empresa na organização do trabalho e nas escalas estiveram entre os principais motivos da mobilização.
Critérios e transparência
Durante a reunião, a FNP cobrou critérios claros para os desimplantes de trabalhadores embarcados. A avaliação da Federação é de que as mudanças vêm ocorrendo sem previsibilidade e sem diálogo prévio suficiente com os trabalhadores e suas representações.
Também foi cobrado que qualquer alteração em regime de trabalho ou lotação seja previamente negociada, evitando mudanças abruptas que impactam diretamente a organização da vida pessoal e familiar dos trabalhadores offshore.
Outro ponto levantado foi a falta de transparência nas regras de frequência, poia a adoção de uma média móvel de 10 dias de embarque por mês tem sido apontada como um fator de insegurança para a categoria, que relata dificuldade em planejar escalas, descanso e compromissos pessoais.
Novos contratados
Os representantes sindicais cobraram soluções para a situação de novos contratados destinados a unidades, como as plataformas P-78 e P-79, onde o modelo de trabalhadores fixos ainda não foi implantado, gerando dúvidas sobre escalas e organização das equipes.
Impactos do PMB
Outro tema que gerou questionamentos foi o Planejamento de Manutenção de Base (PMB). Embora a Petrobrás sustente que a medida não provoca prejuízos aos trabalhadores, os sindicalistas relataram que já existem impactos na organização das equipes e na rotina das unidades.
Foi cobrada da Empresa a apresentação de estudos, dados e justificativas técnicas que fundamentem as mudanças, além de garantias de que não haverá perdas operacionais ou sobrecarga de trabalho.
Próximos passos
Ao final do encontro, a Petrobrás repetiu as promessas anteriores sem avanços concretos e empurrou a temática para a Comissão de Frequência que deverá ser retomada em abril.
Permaneçam atentos e sigam enviando relatos e avaliações sobre os impactos das medidas para o Sindicato como forma de fortalecer a pressão da categoria nas próximas negociações.
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