No dia 23 de março de 1959, o Sindipetro-RJ foi fundado por petroleiros da Refinaria de Manguinhos que já estavam há alguns anos na luta por melhores condições de trabalho. Hoje, são 67 anos de atuação e ao longo dessa trajetória, o Sindicato se mantém na linha de frente da luta por direitos e por um Sistema Petrobrás 100% estatal para garantir um Brasil mais justo e igualitário.
Anos 2020
Em 2025, o Sindipetro-RJ defendeu o Teletrabalho, mobilizando a categoria contra mudanças unilaterais da Petrobrás, incluindo atos massivos, assembleias e greves. O período também foi marcado por denúncias sobre precarização, defesa dos direitos dos aposentados, dos terceirizados e debates sobre PLR e PCCS. Ao final do ano, a categoria manteve o protagonismo com mobilizações e realização de Grande Greve de 16 dias em dezembro, que entrou para a história do sindicalismo nacional, reforçando a resistência contra retrocessos e a defesa dos direitos dos trabalhadores.
Em 2024, o Sindipetro-RJ manteve forte atuação nas negociações coletivas, com destaque para a posse da nova diretoria (triênio 2024-2027) com o lema da independência de patrões e governos. Foram garantidos acordos de PLR e reajuste salarial de 4,5%, além da continuidade das mobilizações dos aposentados e dos terceirizados.
Em 2023, após a derrota de Bolsonaro nas urnas, os petroleiros cobram do governo Lula o fim das privatizações, entregando uma pauta com mais de 30 reivindicações. Em 2022, greves e paralisações, como no CNCL e entre terceirizados do TABG, reforçam a luta por direitos. Em 2021, ocorrem mobilizações como a greve da PBIO e denúncias envolvendo a gestão da Petrobrás.
2020 foi um dos anos mais difíceis para a humanidade com a pandemia de COVID-19 que impõe novos desafios: a categoria é obrigada a enfrentar perdas de colegas diante de uma gestão negacionista, mas luta! Destaque para a greve nacional contra o fechamento da FAFEN Araucária e combate às tentativas de redução salarial. O Sindicato intensifica a defesa da vida e dos direitos, além de combater privatizações.
Anos 2010
A década de 2010 é marcada pelo avanço das privatizações e por intensos conflitos trabalhistas. Em 2019, no marco dos 60 anos do Sindicato, assembleias massivas rejeitam propostas da Petrobrás e preparam a greve de 2020. Em 2018, há grandes mobilizações contra os PEDs, o PPI e as privatizações, incluindo a queda do presidente da Petrobrás. Entre 2016 e 2017, o cenário político se agrava com o impeachment de Dilma, a ascensão de Temer e protestos como o Ocupa Brasília.
Em 2015, a greve histórica de 26 dias enfrenta retirada de direitos e o plano de desinvestimentos. Em 2014, a Lava-Jato impacta profundamente o setor. Em 2013, protestos contra o leilão de Libra e as jornadas de junho mobilizam fortemente a categoria. Em 2010, é fundada a Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) para fazer uma luta independente de patrões e governos selando o rompimento com a FUP.
Anos 2000
Nos anos 2000, o Sindicato enfrenta reformas e reestruturações no setor. Em 2007, trabalhadores ocupam a sede da ANP contra leilões do petróleo. Em 2006, mudanças na Petros e nos direitos previdenciários marcam o período e impulsionam a organização sindical. Em 2002, é vetada a anistia aos grevistas de 1995, mantendo viva a memória de um dos momentos mais duros da categoria.
Anos 1990
A década de 1990 é marcada por forte enfrentamento ao neoliberalismo. Em 1995, a histórica Greve de 32 dias contra a quebra do monopólio do petróleo sofre repressão e bloqueio de recursos do Sindicato. Em 1994 e 1991, grandes paralisações demonstram a capacidade de mobilização da categoria contra privatizações e retirada de direitos.
Anos 1980
Nos anos 1980, a luta se amplia para além das pautas salariais. Em 1983, greves em refinarias enfrentam perseguições, enquanto em 1980 a saúde do trabalhador entra definitivamente na agenda, com destaque para a denúncia de condições degradantes e da exposição ao benzeno.
Anos 1960 e 1970
Sob a ditadura, o Sindicato sofre intervenções e repressão. Entre 1965 e 1968, há intervenções diretas, eleições anuladas e o impacto do AI-5, evidenciando um período de forte restrição à organização dos trabalhadores.
Nos ans de 1960, o Sindicato amplia sua representação para os empregados da Petrobrás, consolidando sua base.
Origens – anos 1950
A história começa a partir da mobilização dos trabalhadores, impulsionada pela greve na refinaria de Manguinhos em 1958. Em 23 de março de 1959, é fundado o Sindicato dos Petroleiros, dando início a uma trajetória marcada por organização, resistência e luta coletiva.
Vem pra luta! Filie-se ao Sindipetro-RJ!