Nesta quinta-feira (09/04) trabalhadores técnicos administrativos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) realizam um ato na ALERJ, às 14h, a mobilização que marca o início da greve por melhores condições de trabalho
Mais de 10 anos sem reajuste adequado e o pior salário do Brasil
São mais 10 anos sem reajuste adequado, pois a inflação já corroeu o nosso poder de compra. Não é aumento, os trabalhadores lutam pelo que é devido há muito tempo!
Hoje a UERJ paga o pior salário entre as universidades estaduais do Brasil, em uma cidade com alto custo de vida, como o Rio de Janeiro. Como manter a excelência do ensino nessas condições?
Além disso, as carreiras não apresentam atratividade e não há triênios, faltam professores. Com isso, quem perde é o aluno!
Sem receber o orçamento para se manter, funcionários terceirizados ficam meses sem salários, comprometendo a limpeza e a segurança dos prédios.
Lei descumprida
O Governo do Estado do Rio de Janeiro não cumpriu a lei sancionada em 2021 com o compromisso de repor perdas inflacionárias – pagou apenas uma parcela do acordo, em ano eleitoral, e deu calote no restante.
São bilhões de reais para bancos, refinarias, renúncias fiscais e aumentos salariais de outros setores, mas “falta dinheiro” para a Educação.
A UERJ transforma vidas
Seja no Instituto de Aplicação, no acesso à formação universitária, no Hospital Universitário Pedro Ernesto, na Policlínica Piquet Carneiro ou nos projetos voltados para a população.
A UERJ é uma das universidades mais diversas, inclusivas e transformadoras do país!
Sem valorização dos servidores, o ensino, a pesquisa e a extensão param. Defender a UERJ é defender o futuro do Rio!
Por isso, essa greve é um chamado à mobilização de servidores, estudantes, famílias e toda a população fluminense. Defender a UERJ é defender uma instituição de ensino pública, gratuita, de qualidade e socialmente comprometida.
O Sindipetro-RJ apoia o movimento e estará presente ao ato com uma representação em solidariedade classista aos trabalhadores e trabalhadoras e na defesa da Educação e Universidade pública.