6º Congresso da CSP-Conlutas começa neste fim de semana

Agora falta muito pouco!

Começa neste fim de semana o 6º Congresso Nacional da CSP-Conlutas, evento que reunirá trabalhadores e movimentos populares de todo o Brasil para debater um programa unitário, focado nas necessidades da classe trabalhadora e com total independência de governos e patrões.

Até essa publicação, o congresso já superava a marca de 1.100 delegados eleitos nas bases. Desse total, cerca de 250 representam movimentos camponeses, indígenas, quilombolas, de luta por moradia e de combate às opressões. Com a presença confirmada de trabalhadores de mais de 10 países, o congresso será um espaço amplo e democrático de debates e resoluções.


Desde as suas raízes na Coordenação Nacional de Lutas, em 2004, até a sua fundação oficial no histórico Conclat de 2010, em Santos, a CSP-Conlutas consolidou-se como um instrumento vital para a classe trabalhadora. Ela transcende o modelo tradicional de Central Sindical ao ser a única central sindical que incorpora, organiza e garante voz e voto aos mais diversos setores sociais da classe trabalhadora. Se um movimento popular quer lutar contra os que exploram e oprimem com independência de classe, encontrará seu lugar na CSP-Conlutas.

Estarão presentes nesse congresso as organizações que protagonizaram  lutas importantes no último período, como os operários da construção civil de Belém e sua histórica greve nas obras da COP 30, os metalúrgicos de São José dos Campos que conquistaram a vitória contra o fim da AVIBRAS  depois de 1.280 dias de greve e o Sindipetro-RJ, que foi a linha de frente nas greves pelo teletrabalho e do ACT de 2025, duas greves que abalaram a maior e mais importante empresa do país. Junto a esses sindicatos estará o movimento das mulheres indígenas do médio Xingu, que ocuparam por mais 40 dias a sede da Funai contra a instalação da mina de ouro a céu aberto do mundo no Pará pela mineradora canadense Belo Sun. Presente nesse congresso também estarão os indígenas do Baixo Tapajós, que ocupando o terminal portuário da CARGILL por 40 dias, conseguiram enterrar o decreto do governo Lula que previa na prática a privatização do leito dos rios Madeira, Tapajós e Xingu. 

O sistema capitalista global está em profunda decadência, o que intensifica disputas e agressões imperialistas por recursos estratégicos. Longe das promessas de que outro capitalismo é possível, o peso da crise e do iminente colapso econômico, social e ambiental está sendo descarregado nas costas da classe trabalhadora. É justamente essa frustração social e o desgaste das instituições que alimentam o crescimento mundial do autoritarismo e da extrema direita. A extrema direita, por sinal, veio para ficar, pois se sustenta nas contradições profundas do capitalismo e não desaparecerá apenas com derrotas eleitorais.

Com a guerra dos EUA e Israel contra o Irã e as novas movimentações recoloniais de Trump pelo mundo o cenário está para lá de dinâmico. Isso exige muito mais do movimento sindical e da esquerda. E é por isso também que o Congresso da CSP-Conlutas é tão decisivo agora. Precisamos entrar de cabeça nos debates, encarar a realidade de frente e utilizar o espaço desse congresso para construir um programa unitário de lutas que seja uma alternativa, construída pelos trabalhadores para os trabalhadores, com as táticas e estratégias corretas para vencer as batalhas que já estão batendo na nossa porta.

É nesse caldo, que aglutina lutadoras e lutadores que expressam os setores mais combativos dos trabalhadores brasileiros, que será realizado o 6° Congresso da CSP Consultas. Será um espaço de intensos debates, onde os participantes poderão não apenas compartilhar suas ideias e lutas, mas, acima de tudo, decidir de forma democrática os rumos da Central para o próximo período e um calendário unificado de lutas que confie na ação direta para garantir as mudanças que precisamos.

A CSP-Conlutas nas lutas petroleiras 

Em 2025, a CSP-Conlutas provou ser peça importante na luta dos petroleiros do Rio de Janeiro, marcando presença o ano todo. A Central teve participação ativa nas mobilizações pelo teletrabalho e as greves com esta bandeira; participou dos atos pelo fim dos PEDs e das dívidas da Petrobrás com a Petros; esteve conosco na oposição aos leilões de petróleo, nas muitas lutas dos terceirizados, e está sempre presente nas atividades em bases como EDISEN, CENPES e TABG. A Central foi fundamental durante os 16 dias da greve de dezembro, organizando apoiadores, contribuindo nos debates, trazendo experiências de outras categorias em luta e praticando a solidariedade. Que essa parceria prática, forjada nas ruas e nas lutas, siga forte para os próximos desafios em defesa dos petroleiros e de uma Petrobras 100% estatal.

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