Sindipetro-RJ lança Caderno Especial Petros para que o Participante ou Assistido(a) do PPSP1 Repactuado (R) ou Não Repactuado (NR) possa ter mais elementos para entender os cenários e juntar-se à luta pelo fim dos Planos de Equacionamento de Déficits (PEDs) e para que a PETROBRÁS PAGUE AS SUAS DÍVIDAS!
Ano após ano, entra governo e sai governo, CEO vai, CEO vem… e os aposentados da categoria petroleira seguem sendo o setor mais discriminado e prejudicado nos reajustes do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), nos Planos de Equacionamento da Petros (PEDs) e na Assistência Multidisciplinar de Saúde (AMS), que foi terceirizada, mudando de nome para Associação Petrobrás de Saúde (APS), e hoje apresenta dívida acumulada.
No cenário nacional, as Reformas da Previdência, aprovadas, em 2001, com as LCs 108 e 109 (estabelecendo o limite da paridade contributiva e um exíguo prazo para o ajuste atuarial dos planos); em 2003, com o estabelecimento do FUNPRESP (Implantação 2012/13) e contribuição dos inativos e pensionistas; em 2006, com a Repactuação no Sistema Petrobrás e, em 2019, durante o governo de Bolsonaro, que marcou uma das mudanças mais profundas no sistema de seguridade social brasileiro, elevando a idade mínima para aposentadoria e endurecendo as regras de acesso aos benefícios. Além de, em agosto de 2021, se aproveitando do estrangulamento financeiro dos PEDs, terem atacado a categoria com o lançamento de um CD puro, o Petros-3, sem quaisquer contrapartidas, desconsiderando as responsabilidades históricas das PATROCINADORAS, as suas dívidas. Desde suas implantações, movimentos sociais, sindicatos e diversas organizações da sociedade civil, com participação ativa do Sindipetro-RJ, protagonizaram mobilizações, protestos e campanhas denunciando seus efeitos. Com a última eleição de Lula, houve expectativa de revisão dessas medidas; no entanto, até o momento, este governo tem se limitado a debates e pequenos ajustes, sem avançar em uma necessária revogação estrutural da Reforma.
Perdas dos Aposentados
Segundo estudo encomendado pela FNP, as perdas dos aposentados somam 44,55% no PPSP-NR e 38,99% no PPSP-R entre 2007 e 2025, sem contar perdas indiretas com plano de saúde, etc.
Não podemos permitir, não vamos aceitar! Mais transparência! Nenhum compromisso com qualquer proposta sem todas as cartas na mesa! Reforçar a mobilização por alternativas sem migração!
E, no último ACT, a Petrobrás manteve a prática de aumento diferenciado da tabela da ativa. Mesmo ACT no qual fizemos uma Greve Histórica e poderíamos ter de fato avançado com a força da ativa, mas a turma da FUP primeiro jogou pra plateia dizendo que o eixo principal da greve era solucionar os PEDs, apenas, para em seguida, sabotar a greve em seu auge, com o embuste da Carta Compromisso sobre os PEDs.
Por isso, dizemos que um dos nossos problemas é que, durante os governos petistas, a FUP/CUT não só tem passado pano como muitas vezes abertamente defendido e até servido como garota propaganda do RH da Petrobrás, além de indicar dezenas de gestores que nada têm feito para pressionar a Direção da Petrobrás pela nossa pauta e, pelo contrário,
têm servido para induzir o movimento a obedecer aos patrões.
Só um sindicato independente de qualquer governo ou patrão poderá de fato representar também os interesses dos aposentados.
Repactuação
Quem não se lembra do road show da Repactuação em 2006, com fupistas dublês de gerentes, ex-gerentes, sindicalistas e multiplicadores (pagos) rodando o País, convencendo a massa de aposentados a entregar seus direitos do Plano BD?
Então, agora, em 2026, quando – mais que nunca e supostamente com mais chances de sucesso – deveríamos pressionar o governo atual para acabar com o equacionamento do PPSP1, exigiram a condição de que, para a Petrobrás pagar a sua dívida, deve haver migração para um Plano CD. E – pasmem! – a última novidade é que a Petrobrás não vai declarar o valor que supostamente irá dispor, só em audiência, após o TCU analisar sabe-se lá mais o quê.
Estado de Alerta
A Comissão Quadripartite não pode se tornar um estratagema para nos conduzir para uma armadilha, defender a migração como única opção, sem sequer ter um valorem mãos, possíveis mudanças pós TCU e depois vir com a história do “não era bem isso, mas já que estamos aqui…”.
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