Nakba: a memória contra um projeto colonial sionista que oprime os palestinos há 78 anos

O Sindipetro-RJ se solidariza ao povo palestino que remora a data de uma tragédia continuada e que segue resistindo à brutalidade do colonialismo promovido por Israel

Em 15 de maio de 1948  foi criado o Estado de Israel, por uma resolução da ONU negociada  a partir de um acordo entre os países vencedores da Segunda Guerra Mundial, a antiga União Soviética, EUA, França e Inglaterra.

Naquele momento foram expulsos violentamente de suas terras mais de  800 mil palestinos e destruídas mais de 500 aldeias. Esse período ficou marcado como a “Nakba”.

A sociedade palestina sofreu uma fragmentação, e assim permanece até hoje.  Parte dessa população vive sob ocupação, enfrentando há anos a expansão colonial do Estado de Israel sobre os territórios ocupados em 1967 (Gaza, Cisjordânia, Jerusalém Oriental), outra como remanescente nas áreas de 1948 e a maior parte na diáspora.

Mais de 60 mil palestinos e descendentes no Brasil

Segundo a jornalista e pesquisadora em  Estudos Árabes da USP,  Soraya Misleh, dos 13 milhões de palestinos, mais da metade vivem fora de suas terras, sendo 5 milhões em campos de refugiados nos países árabes. Os que vieram para o Brasil são parte da diáspora que se espalhou pelo mundo. Há estimativas de que haja no país mais de 60 mil palestinos e descendentes.

Por isso, o 15 de maio é marcado por uma série de manifestações pelo  mundo, rememorando a cada ano o sofrimento de um povo que ao longo de 78 anos vem sendo vilipendiado nos seus territórios e perseguido, com um situação que culmina com um genocídio em andamento promovido por Israel que já mais mais de 71 mil pessoas, desde 07 de outubro de 2023.

Solidariedade classista e humanitária 

A luta do povo palestino ganha simpatia e solidariedade pelo mundo. Trabalhadores de todas as partes do mundo promovem mobilizações exigindo um basta no massacre sionista aos palestinos nos territórios ocupados. O grito contra o genocídio tem mobilizado protestos globais e campanhas humanitárias como a Global Sumud Flotilha.

A iniciativa é uma coalizão internacional de ativista, composta por embarcações e centenas de voluntários de mais de 44 países, focada em romper o bloqueio sionista à Gaza. A missão tentou entregar ajuda humanitária urgente (alimentos, remédios) e desafiar a restrição imposta à região, mas o Estado de Israel avança além de suas fronteiras e sequestra ativistas, como aconteceu na recente missão de 2026 que foi atacada em águas internacionais, precisamente na costa da Grécia.

Essa missão iniciada ainda em abril deste ano contou com a presença de diversos brasileiros, dentre eles Leandro Lanfredi de Andrade, petroleiro diretor do Sindipetro-RJ e da FNP. 

Em flagrante ato de pirataria,  Israel, no dia 30/04, sequestrou mais de 180 pessoas. Alguns ativistas foram levados até a Palestina ocupada, como o brasileiro Thiago Ávila e o Saif Abukeshek, militante palestino que também possuí nacionalidade espanhola. Eles foram submetidos aos horrores das masmorras sionistas, sendo deportados em 11/05. 

Nesta quinta-feira (14/05), a Global Sumud Flotilha reiniciou sua missão e partiu de  Marmaris, na  Turquia, com 50 embarcações rumo à Gaza, em mais uma tentativa de levar ajuda humanitária, mostrando que a iniciativa  não se intimidou com a violência do Estado sionista,  porque  o que a inspira é a resistência do povo palestino.

O sionismo que tenta calar vozes que se rebelam contra massacre

Por fim, não podemos deixar de citar a perseguição judicial que está sofrendo o integrante da Executiva Nacional do PSTU, José Maria e Almeida que foi condenado a dois anos de prisão pela Justiça do Estado de São Paulo  sob alegação de antissemitismo ao se colocar contra o genocídio do povo palestino, criticando Israel e o sionismo.

O Sindipetro-RJ faz um chamado de solidariedade a José Maria de Almeida para a assinatura de um abaixo contra a condenação do dirigente do PSTU.

Link do abaixo-assinado 

No próximo domingo (17/05), será realizado um ato em Niterói, às 9h,  na Praia de Icaraí,  em solidariedade ao povo palestino.

A Nakba continua, e a resistência do povo palestino também.

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