Ato celebra 65 anos da Petrobrás e protesta contra seu desmonte e entrega do Pré-sal

No início da tarde desta quarta-feira (3), a partir de meio dia, um ato convocado por FNP, SINDIPETRO-RJ,FIST , COMBATE , CSP-CONLUTAS, PSTU , SEPE-RJ,SINDICATO DOS COMERCIÁRIOS DE NOVA IGUAÇU , SINDICATO DOS METROVIÁRIOS, SINTUR-RJ , SOS EMPREGO e UNIDADE CLASSISTA, celebrou no Edise, Centro do Rio de Janeiro, os 65 anos de aniversário da Petrobrás.

O ato também exigiu uma mudança na política de preços dos derivados. Mudar a lógica privatista e centrada na remuneração dos acionistas é transformar as estatais em indutoras do desenvolvimento nacional e voltadas para o benefício da população.

Eduardo Henrique, coordenador da FNP e diretor do Sindipetro-RJ falou do orgulho da categoria sobre trabalhar na empresa e explicou o motivo do ato. “Hoje muitos colegas nas mídias, em suas respectivas redes sociais, lembraram o orgulho de trabalhar na Petrobrás. Infelizmente, neste momento, a empresa passa por um momento de desmonte e privatização, uma companhia que poderia ser o símbolo de desenvolvimento do Brasil. Há décadas a Petrobrás vem sendo atacada por sucessivos governos, sendo fruto da cobiça internacional e dos corruptos de plantão. Mas estamos aqui celebrando e defendendo a Petrobrás” – falou.

Com um bolo, os petroleiros representaram a retomada de nossas reservas, cobrindo de verde e amarelo as bandeiras dos países imperialistas, EUA e China, que hoje ficam com a maior fatia do bolo do Pré-Sal, graças aos seguidos governos neoliberais.

“Precisamos primeiro suprir as necessidades do povo que possibilite o desenvolvimento do país. Por isso, devemos lutar pela reversão da quebra da partilha e contra esses leilões que entregam áreas com reservas gigantes às multinacionais petroleiras” – disse Patrícia Laier, geóloga e diretora do Sindicato.

Aposentados contra o PED

Na parte da manhã, um grupo de cerca de 20 pessoas, entre ativos e integrantes da Comissão de Base dos Aposentados do sistema Petrobrás e Cabeças Brancas, realizou um protesto na AMS, no saguão do Edise.

“Em homenagem aos 65 anos da Petrobrás, o nosso grupo de aposentados realizou um ato no saguão contra os leilões e desmonte do sistema, e o Plano de Equacionamento do Déficit  da Petros, o PED. O RH da empresa em uma atitude ditatorial bloqueou os crachás dos petroleiros para acesso ao Edise, nos proibindo de usar o megafone e faixas, resistimos e conseguimos fazer o ato” – conta Roberto Ribeiro, diretor do Sindipetro-RJ.

 

Política de RH em debate

Outra parte do grupo, formado por integrantes da base do edifício sede, realizou uma roda de conversa em outro acesso do prédio, explicando a política de RH da empresa que está sendo aplicada a partir do PLAFORT com a implantação do PCR, que visa basicamente preparar o caminho para uma futura privatização. Na roda foi abordada a importância de  construir e aprimorar o processo de luta e resistência contra o desmonte e o modelo de gestão da empresa.

 

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