Diante de assassinatos, ameaças, agressões e perseguições políticas contra comunidades indígenas em diferentes regiões do País, é hora de ocupar as ruas em solidariedade aos povos originários!
Todos que defendem os direitos dos povos originários estão convidados a participar do ato nesta quarta no Centro do Rio de Janeiro: 04/11 (quarta), às 16h, concentração na Candelária
As denúncias de violência e ameaças continuam surgindo a cada dia. No Mato Grosso do Sul, dois servidores da Prefeitura de Tacuru admitiram à Polícia Federal ter gravado e divulgado áudios com ameaças de envenenar a água consumida pelos indígenas da Aldeia Sassoró.
No Ceará, indígenas Tremembé, em Itapipoca, denunciaram invasões, ameaças, desmatamento e queimadas em seu território, incluindo um incêndio de grandes proporções registrado em 29/10.
Já no Pará, o governo federal autorizou a permanência da Força Nacional por 180 dias na Terra Indígena Ituna-Itatá, diante das ameaças e invasões na região.
Após o resultado das eleições presidenciais, no domingo 25/10, organizações indígenas denunciaram uma série de ataques contra comunidades em diferentes estados do Brasil. Os relatos incluem assassinatos, agressões, intimidações, racismo e perseguições com motivação política.
No Mato Grosso do Sul, pelo menos cinco assassinatos de indígenas Guarani Kaiowá estão sob investigação, segundo o Conselho Indigenista Missionário (Cimi). Durante o período eleitoral, caminhonetes circulavam pelas aldeias e indígenas sofreram agressões e intimidações para provocar medo e dificultar o exercício do voto.
Também vieram a público áudios atribuídos a um servidor da Prefeitura de Tacuru (MS) com ameaças de envenenamento da água consumida pelos moradores da Aldeia Sassoró.
Em outro episódio, a casa de reza de uma anciã indígena de 90 anos, na Aldeia Jaguapiré, foi incendiada, com a destruição de instrumentos sagrados.
No Rio Grande do Sul, na terra indígena Votouro, indígenas Kaingang e Guarani denunciaram perseguições políticas. Cinco trabalhadores indígenas foram demitidos após participarem de uma carreata em apoio a Lula. Em 13/10, um conflito na região deixou três indígenas mortos.
No Pará, na terra indígena Apyterewa, em São Félix do Xingu, os Parakanãs denunciaram ameaças de invasão por pecuaristas, que prometiam ocupar o território para implantar fazendas caso Flávio Bolsonaro vencesse as eleições. Moradores relataram a circulação de motos e caminhonetes e ameaças para que deixassem suas terras.
É hora de somar forças! Vem pro ato! Não podemos aceitar que disputas políticas sejam utilizadas como justificativa para ameaçar, perseguir e atacar comunidades indígenas. É preciso garantir proteção imediata aos povos originários, investigar as denúncias e punir todos os responsáveis pelos crimes.
Pelo fim do Marco Temporal! É preciso avançar na demarcação e homologação de todas as terras indígenas!
A luta é coletiva. São nossos direitos, nossas vidas!