Audiência pública na ALERJ debate entrega da Eletrobrás

Atualizado às 10h13 – 16 de setembro de 2019

Nesta sexta (13), a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (ALERJ) realizou uma audiência pública para debater a proposta do governo Bolsonaro de privatizar a Eletrobrás.
A audiência contou com a presença de várias representações sindicais de diversas categorias, movimento social e políticas.

 

“Se queremos lutar por soberania nacional devemos formar um só movimento, independente de partidos ou central (sindical). Devemos estar todos juntos, petroleiros, trabalhadores do saneamento, eletricitários, entre outros, não entregando o país e a soberania nacional, não podemos deixar isso acontecer” – disse Luiz Mário, diretor do Sindipetro-RJ.

Cerca de 700 pessoas lotaram o plenário. O diretor do Sindipetro-RJ, Antony Devalle também esteve presente na Audiência.

Em entrevista ao Brasil de Fato, Emanuel Mendes, diretor do Sindicato dos Eletricitários do Estado do Rio de Janeiro (Sintergia-RJ), falou sobre a realização de audiências públicas sobre a Eletrobrás.
“Faz parte de uma estratégia de luta que a gente vem travando desde o ano passado no Congresso Nacional. Faremos audiências públicas em alguns estados: no Rio de Janeiro, em Minas Gerais e em estados no Nordeste. As entidades que chamam essa audiência pública são sindicatos que representam os trabalhadores e as associações dos empregados. Conseguimos mobilizar um grande número de deputados estaduais, personalidades, movimentos sociais e os trabalhadores. Trazer o debate para dentro da Assembleia Legislativa provoca o deputado a levar para suas bases o que está acontecendo com o sistema Eletrobrás. Essa é a nossa expectativa”- destacou.

Além de parlamentares e representações de trabalhadores do Sistema Eletrobrás e do Coletivo Nacional dos Eletricitários, participaram da audiência pública representantes do Senge-RJ, de todos os sindicatos de Furnas, petroleiros, empregados dos Correios, Movimento dos Atingidos por Barragem (MAB), entre outros. A audiência marca, ainda, a articulação das forças de resistência ao programa de desmonte das estatais brasileiras.

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