Comissões temáticas: terceirização

Na manhã desta quinta-feira (9), a FNP voltou a sentar com o RH para discutir terceirização.A reunião começou com o preâmbulo, em que a FNP expões preocupação com a terceirização na área operacional e as consequências dessa prática, além de problemas que podem ocorrer se as operações das plataformas forem feitas por empresas privadas.

A FNP também denunciou a precarização dos salários e das condições de trabalhos dos terceirizados na Petrobrás. Não só porque o terceirizado vai fazer trabalhos com risco de vida, mas também pela sua pouca disponibilidade de treinamento.

Terceirizados em condições de trabalho análogas às de escravo também foi alvo de crítica durante a reunião.

Outro ponto questionado pela Federação Nacional foi sobre a insolvência dos contratos, situação que leva os terceirizados a trabalharem quase de graça. “Temos que valorizar mais essa Comissão aqui para melhorar a vida dos terceirizados”, destacou diretores da FNP.

A lei da terceirização, que autoriza a terceirização irrestrita, foi destaque na reunião, levando em conta os riscos que essa prática poderá causar na segurança dos trabalhadores.

Representantes do departamento de Gestão de Pessoas da Petrobrás afirmaram que precisam pensar numa forma efetiva de resolver os problemas, mas não conseguem dar conta de todas as demandas da área.

“Nós estamos tentando. Tudo que nós podemos fazer, estamos fazendo”, explicou representante de Terceirização na empresa.

A FNP também pontuou, com preocupação, a alimentação dos terceirizados, considerada de péssima qualidade.

A contaminação da água no Edicin, em março deste ano, devido a um problema de con­taminação no sistema interno de água po­tável do Edifício, que era gerenciado por uma empresa privada, foi pontuada durante o preâmbulo, o que prova a falta de comprometimento das empresas privadas com o trabalho.

Mais informações serão divulgadas em breve.

Fonte FNP

Comente com o facebook
Compartilhe: