De furos e “desmentidos”… A comunicado oficial ao mercado

No final, ninguém fala a verdade?

Após o impacto dos áudios vazados em rede de Whatsapp da reunião do EDISP, quando o diretor executivo de RH, Claudio Costa, falou em demissões em massa, “privatização de ativos com os empregados junto” e fechamento de unidades que não interessariam ao mercado, o presidente da Petrobrás, Roberto Castello Branco, surge em vídeo minimizando as falas de seu GE, tentando “tranquilizar” a categoria petroleira.

Não bastasse os disse-me-disses entre a alta gestão, a realidade instaurada é de perseguição e intimidação, como acontece com três dirigentes sindicais mulheres do Sindipetro-RJ, que entre outras situações sofrem com afastamento de cargos e transferências impositivas, revelando na prática uma política que impede consultores técnicos de expressarem democraticamente suas discordâncias com o processo de desmonte da companhia.

Nesse ambiente que retrata bem o clima de terror imposto por um governo que parece querer governar somente para os seus patrões ultraneoliberais do Norte e para uma direita raivosa, somos ainda atacados com objetivo claro de criar uma asfixia financeira aos sindicatos, conforme a MP 873, emitida em pleno carnaval, em 1º de março, que proíbe o desconto em folha das contribuições sindicais. Uma literal “chuva dourada” de Bolsonaro no pé do movimento sindical.

Ainda sobre a “sinceridade” de Cláudio Costa, o gerente disse na última reunião que a direção da Petrobrás estuda a abertura de mais um Programa de Incentivo Voluntário (PIDV) e citou de forma categórica, a figura do distrato, nova modalidade de extinção do contrato de trabalho inserido pela reforma trabalhista.

Mudam as ferramentas, mas o objetivo segue mesmo: enxugar o quadro de funcionários. Recentemente, a direção da Petrobrás divulgou ainda seu “Plano de Resiliência”, confirmando cortes de pessoal (PIDV) e uma redução de gastos operacionais gerenciáveis estimada em US$ 8,1 bilhões (6,6%) relativamente ao valor total de US$ 122,6 bilhões orçado no PNG para o período 2019-2023.

Contra tudo isso, o Sindipetro-RJ e a FNP seguem na luta para impedir o desmonte da Petrobrás e a aniquilação de nossos empregos, desmascarando o neoliberalismo criminoso representado por Bolsonaro, Paulo Guedes e Roberto Castello Branco.

Versão do impresso Boletim CXII

Comente com o facebook
Compartilhe: