“Eu não abro mão, a Petrobrás para o povo e para a Educação”

Nesta quinta-feira (3) milhares de pessoas participaram, no Centro do Rio de Janeiro, do Ato “Luto pelo Brasil”, um evento organizado pela Frente Popular e Parlamentar em Defesa da Soberania Nacional que agrega legisladores, partidos, movimentos sociais, movimento sindical, entre outros atores. A data marcou o 66º aniversário de criação da Petrobrás, e os petroleiros participaram com uma coluna, com a presença de suas representações sindicais.

Concentrados inicialmente na Candelária, a partir das 15h, o ato em caminhada rumou em direção à sede Petrobrás (EDISE), onde foi encerrado com uma série de falas de políticos, representantes sindicais e do movimento social.

“Estamos aqui para dizer que a luta da Petrobrás, a luta pela conquista que a Petrobrás representou para o país foi a base da industrialização, na geração de empregos qualificados e na capacidade de produzir riqueza, capaz de financiar a Educação Pública e a Saúde Pública. E isso tudo está sendo atacado quando se anuncia, entre outras coisas, um leilão de reservas de 15 bilhões de barris de petróleo, que representam mais de 1 trilhão de reais, quando produzidos. Isso é  dinheiro usurpado da Educação, isso é dinheiro usurpado da Saúde Pública, isso é dinheiro usurpado da reforma agrária, isso é dinheiro usurpado da reforma urbana, da proteção ambiental e da justiça social. Portanto, mais do que representarmos a nós mesmos aqui, resgatando o sonhos daqueles que quando o Brasil não tinha petróleo. Sonhavam que o petróleo seria descoberto e como foi para mudar este país. Agora que não é mais sonho, agora que é realidade, infelizmente a história do tropeço do Brasil, esses sabujos representantes do que se tem de mais retrógrado na história deste país, não prosperarão, não passarão. Somos um povo que tem esperança, que no mais profundo enfrentamento a uma ditadura sanguinária soube se manter de pé. Saibamos que a luta será dura, os próximos meses e anos são de resistência, mas são de reconstrução da unidade de uma população que está consciente de seu destino, consciente da grandeza que já construiu, consciente de um país que honrará aqueles que há 50, 100 anos atrás ousaram a sonhar” – resumiu em discurso em frente à sede da Eletrobrás o o professor Ildo Sauer, diretor do Instituto de Energia (IEE) da Universidade de São Paulo (USP) e ex-diretor de Energia e Gás da Petrobrás.

Lutar contra um ACT rebaixado faz parte da defesa da Petrobrás 

Em meio às negociações de um novo Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) com a Petrobrás, cuja a direção apresenta um comportamento assediador, sendo irredutível na sua intenção de retirar direitos históricos da categoria, privatizando suas subsidiárias e outros à toque de caixa, a luta da categoria petroleira foi também apresentada, como lembrou Rafael Prado, diretor do Sindipetro-LP e da Federação Nacional dos Petroleiros (FNP)

“Estamos aqui no aquecimento da nossa Greve Nacional Petroleira que é a saída que a FNP está apontando para garantir nenhum direito a menos do nosso ACT. Participe de nossas assembleias e vamos aprovar a greve, rejeitando essa proposta do TST para garantir a renovação do nosso acordo. Renovar o nosso acordo é também lutar contra a privatização da Petrobrás”

O ponto lamentável foi a truculência de alguns agentes da Polícia Militar do Rio de Janeiro que faziam abordagens e revistas em mochilas e bolsas de manifestantes, em claro tom intimidatório. Um estudante da UERJ foi detido sob alegação de portar material suspeito, posteriormente levado para a 7ª DP, onde após assinar um termo foi liberado.

 

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